sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

INITIATE DECAY - Awaken the Extinction

Ano: 2018
Tipo: Extended Play (EP)
Selo: Independente 
Nacional 


















Tracklist:


1. Spreading Latent Hate
2. Proliferation of Manipulated Perceptions
3. Awaken the Extinction


Banda: 


Tiago Vargas - Vocais, baixo
Wagner Santos - Vocais, guitarras
Alexandre Graessler - Guitarras
Aires Trajano - Bateria


Ficha Técnica:

Sebastian Carsin - Produção, mixagem, masterização
Douglas Veiga - Artwork


Contatos:

Site Oficial:
Facebook: https://www.facebook.com/INITIATEDECAY/
Instagram: https://www.instagram.com/initiatedecay
Assessoria:
E-mail: initiatedecay@gmail.com

Texto: “Metal Mark” Garcia



Introdução: O Rio Grande do Sul tem sido um celeiro e tanto para as vertentes mais extremas do Metal no Brasil. Só os nomes do KRISIUN e REBAELLIUN atestam tal afirmativa, mas fora elas, o RS tem muitas bandas boas em sua cena underground que mostram potencial para serem maiores. É o caso do INITIATE DECAY, formado por membros das cidades de Esteio, São Leopoldo e Porto Alegre, que chega com seu EP “Awaken the Extinction”.

Análise geral: Explosivo de mesmo doentio, o trabalho do quarteto tem claras influências de CANNIBAL CORPSE, SUFFOCATION, MONSTROSITY e IMMOLATION (os vocais são bem nos moldes dos de Ross Dolan em termos de timbres graves), ou seja, nada mais é que o bom e velho Death Metal tradicional bruto, duro e cru, embora feito com boa técnica instrumental. Ainda carece de aparar umas arestas em termos de personalidade (isso eles têm, mas ainda um pouco oculta pelas influências musicais do grupo), mas estão no caminho certo.

Arranjos/composições: Em termos de técnica, o grupo realmente é capaz de tocar muito bem, além de saberem como arranjar suas canções e pôr mudanças de ritmo interessantes aqui e ali. As guitarras tecem riffs muito bons e com certa influência do Death/Thrash Metal (justamente nas partes mais empolgantes), a cozinha rítmica é técnica e pesada, os vocais entremeiam guturais com gritos rasgados à lá Glenn Benton, ou seja, tudo funciona. Os arranjos são bons, mas podem melhorar.

INITIATE DECAY
Qualidade sonora: Captar, mixar e produzir esse tipo de música não é lá muito simples, já que permitir que tudo seja entendido a contento, mas mantendo a sonoridade grave e crua é sempre difícil. Mas o veterano Sebastian Carsin sabe o que faz, logo, tudo ficou de alto nível nesse ponto. 

Arte gráfica/capa: Focada em uma concepção distópica e pós-apocalíptica, a arte de Douglas Veiga encaixa como uma luva no trabalho musical da banda, sendo uma apresentação visual e tanto para o que o quarteto apresenta em suas músicas.

Destaques musicais: Embora o trabalho do grupo ainda precise sair da sombra de suas influências musicais, suas três canções são muito boas, capazes de deixar qualquer fã de Metal extremo mais que satisfeito.

“Spreading Latent Hate”: uma pancadaria brutal com tempos que ficam transitando entre o cadenciado brutal e a velocidade caótica, com um trabalho muito bom das guitarras, sem mencionar os gritos à lá “porco-sendo-esganado” que surgem em alguns momentos.

“Proliferation of Manipulated Perceptions”: Com conduções rítmicas um pouco mais focada no Old School Death Metal dos anos 90, se percebem que o trabalho de baixo e bateria (especialmente nos bumbos) é muito bom, mantendo o peso e conduzindo bem a canção.

“Awaken the Extinction”: outra em que as variações de ritmo são o tempero especial, indo de partes cadenciadas à alta velocidade da Velha Guarda do gênero. Os vocais estão ótimos, mas podem dar uma melhorada (uma maior diversidade de timbres seria bem vinda), além de solos de guitarra bem tradicionais.

Conclusão: “Awaken the Extinction” é uma ótima carta de apresentação do INITIATE DECAY, e que por ser um grupo ainda jovem (dois anos apenas, pois foi formado em Agosto de 2016), ainda tende a melhorar. Mas por agora, estão em um nível muito bom.

Ah, sim: “Awaken the Extinction” pode ser ouvido nas seguintes plataformas digitais.

Spotify: https://spoti.fi/2I0H1EQ
Google Play Music: https://bit.ly/2SBjOgn
Amazon: https://amzn.to/2tcj9Uk


Nota: 80%

“Proliferation of Manipulated Perception”: https://youtu.be/DIVaOxpuctI

1

Spotify



quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

KHORIUM - Manual Prático do Brasil

Ano: 2018
Tipo: Extended Play (EP)
Selo: Mosh Records / Voice Music
Nacional

Texto: “Metal Mark” Garcia


Introdução: A mistura de Hardcore, Thrash Metal e Rap é fruto do experimentalismo que imperou na segunda metade dos anos 80 (no underground) e nos primeiros anos da década de 90 (já sendo sucesso com bandas como BODY COUNT). Ainda hoje, muitos bons trabalhos do gênero aparecem, e vindo diretamente de Volta Redonda (RJ), vem o trio KHORIUM, que faz algo do gênero em “Manual Prático do Brasil”, um EP que nos mostra um enorme potencial.

Análise geral: É possível explicar o trabalho do trio como Thrash/Rapcore Metal, uma vez que o trabalho musical da banda mostra influências do Hardcore/Crossover nova yorkino dos anos 90 (em especial de nomes como BIOHAZARD e AGNOSTIC FRONT, de onde fluem muito os toques de groove, Rap e Hip Hop), mais a fúria de estruturas harmônicas do Thrash Metal da escola norte-americana (uma forte carga de influência do PANTERA pode ser percebida de forma subjetiva em muitos momentos). Mas com tudo isso, o trio mostra personalidade, força e mangas arregaçadas para encararem desafios. E música para isso eles têm, e muito.

Arranjos/composições: O jeito de fazer música do grupo é permeado por influências de Groove Metal (especialmente nos toques técnicos cheios de toques Soul/Funk no baixo), com a agressividade do Thrash/Rapcore evidenciados nos momentos elétricos. Óbvio que vocais “rapeados” aparecem em muitos momentos, mas sem deixar a agressividade de lado (especialmente em partes onde timbres mais viscerais surgem), algo que encaixa bem na base instrumental. Em termos de técnica, o instrumental sólido formado por guitarras, baixo e bateria está muito bem, com arranjos bem feitos e criativos, o que permite aferir que a banda tem talento e personalidade.

KHORIUM
Qualidade sonoraO grupo tem uma qualidade que buscou associar peso, agressividade de uma maneira que possa ser compreendida pelos ouvintes, ou seja, algo que aponta para um nível de clareza de primeira (ou seja, soa limpo). Mas ao mesmo tempo, existe a noção de algo mais orgânico e visceral (tanto que em algumas partes de solos, não se tem linhas de guitarra base por baixo deles, como se nota claramente em “Pena de Morte”). Não está 100%, pois o trabalho do trio pede algo ainda melhor, mas está muito bom.

Arte gráfica/capa: A idéia de manipulação permeia a capa de “Manual Prático do Brasil”. Algo que denuncia o conteúdo lírico azedo e crítico do grupo, que dispara diretamente contra o modelo corrupto vigente, sem dó de ninguém.

Destaques musicais: O grupo tem enorme potencial a ser aproveitado, já que poucos ousam trilhar esse caminho no Brasil. Nisso, “Manual Prático do Brasil” mostra-se um compêndio de boas idéias que tendem a amadurecer mais e mais. E são cinco murros nos ouvidos que são apresentados aos ouvintes.

“Quem Vai Pagar”: Alguns toques de Thrash Metal/Hardcore de Nova York aparecem entremeados por momentos de Hip Hop/Funk no meio desse andamento variado. É incrível notar a técnica pesada e fluente em termos de Groove do baixo e dos vocais.

“Levante e Lute”: Mais agressiva e voltada ao Rapcore/Crossover, mostrando uma energia abrasiva e envolvente. O baixo continua destilando boa técnica, mas a bateria mostra em seus tempos quebrados ótima fluência.

“Pena de Morte”: É uma canção mais azeda que as anteriores, alguns vocais com timbres mais baixos lembram algo do R.D.P., mas toda a concepção Crossover com influências de Funk/Hip Hop se mantém intacta, mas bem perto do fim, vira uma pancada Thrash Metal à lá N.Y.T.M. Os vocais rapeados ficaram ótimos, junto com ótimo trabalho das guitarras.

“Midiocracia”: Esta aqui ganha um toque extra de Rock ‘n’ Roll em muitos momentos, sendo um pouco mais acessível que as outras. Só que “mais acessível” não significa sem agressividade, especialmente porque alguns riffs de guitarra são bem ríspidos.

“Cortina de Fumaça”: Nesta, tem-se uma aproximação mais direta e sem muita firula. Ao mesmo tempo, as influências de Groove e Rapcore diminuem, deixando-a como uma faixa mais Crossover convencional, ou seja, é um soco nos dentes, com mais um belo trabalho de baixo e bateria.

Conclusão: Pode-se aferir que “Manual Prático do Brasil” mostra o quanto o KHORIUM tem de potencial em um estilo pouco praticado no Brasil, e que tem espaço. Aliás, melhorando um pouco mais a qualidade sonora, e aprimorando o lado musical (que por si só já é muito bom), ninguém segura esses caras.

Vai encarar? Se vai, pode ouvir o disco nas plataformas digitais abaixo.

Deezer: http://www.deezer.com/album/56334622

Nota: 87%


Tracklist:

1. Quem Vai Pagar
2. Levante e Lute
3. Pena de Morte
4. Midiocracia
5. Cortina de Fumaça


Banda:


G. Moreira - Vocais, guitarras
Dré Almeida - Baixo, backing vocal
Shalon Webster - Bateria


Ficha Técnica:

Total Produções - Gravação, mixagem, masterização, design
Rogério Fortes - Arte da capa


Contatos:

Site Oficial:
Assessoria: http://www.metalmedia.com.br/khorium (Metal Media)



1


Spotify

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

ALCATRAZZ - Live in Japan 1984: Complete Edition


Ano: 2019 
Tipo: Duplo CD + DVD
Selo: Shinigami Records
Nacional


Texto: “Metal Mark” Garcia


Introdução: Do final dos anos 70 até aproximadamente 1985, o Hard Rock clássico dos anos 70 (que hoje muitos denominam de Classic Rock em várias publicações) teve picos de popularidade bem elevados, alguns motivados pelo retorno do DEEP PURPLE com sua MK II em 1984, e mesmo pelo sucesso comercial que o RAINBOW teve na fase mais acessível dos discos “Difficult to Cure”, “Straight Between the Eyes” e “Bent Out of Shape”. Deste último, pode-se dizer que o crescimento popular da banda se iniciou com “Down to Earth”, disco com o vocalista inglês Graham Bonnet, que depois de passar pela banda de Ritchie Blackmore, ainda passou pelo MSG, até decidir criar o ALCATRAZZ, sua própria banda. E Graham parece ter nutrido o gosto por ter guitarristas virtuosos, pois o primeiro nome das seis cordas do grupo foi o do sueco Yngwie J. Malmsteen (com apenas 21 anos de idade, e que já havia passado pelo STEELER). Uma pena que a banda só teve dois discos lançados com a formação original, o clássico “No Parole from Rock ‘n’ Roll” de 1983, e “Live Sentence: No Parole from Rock 'n' Roll” de 1984. Isso até hoje, pois temos em mãos agora “Live in Japan 1984: Complete Edition”, um super-pacote lançado no Brasil pela Shinigami Records.

Análise geral: Sendo um disco lançado bem depois de seu tempo (antes era apenas um home video lançado exclusivamente no Japão), cujo conteúdo foi gravado no Nakano Sun Plaza em Tóquio, na apresentação do grupo em 28 de janeiro. As fitas originais foram encontradas, remixadas e remasterizadas e viraram este CD duplo que capta bem a música do quinteto: Hard Rock clássico, mostrando uma estética musical elegante e bem feita, com boas doses de peso e acessibilidade. Não chega a ser nenhuma blasfêmia em assumir que é as experiências no RAINBOW e MSG aparecem no disco, mas sempre com a visão de Graham e do virtuosismo neoclássico de Malmsteeen. Mas é injusto não falar no talento de Jimmy Waldo (teclados, que depois iria parar no VINNIE VINCENT INVASION), Gary Shea (baixo, que também iria tocar no VINNIE VINCENT INVASION), e Jan Uvena (bateria, ex-ALICE COOPER e ex-IRON BUTTERFLY), que fazem um trabalho e tanto. Aliás, que trabalho essa formação do ALCATRAZZ fazia, é de cair o queixo!

Graham Bonnet e Yngwie Malmsteen
Arranjos/composições: O nível das composições do quinteto é bem alto. Aliás, era um traço daqueles tempos se criar música em alto nível, com uma boa dinâmica entre os instrumentos e com os vocais fazendo um ótimo trabalho. Eram tempos em que não se reinventava a lâmpada, tinha-se que ter personalidade. E soando elegante e com sua devida dose de peso, as canções do ALCATRAZZ conseguem ser acessíveis a um público maior por conta das melodias bem feitas. E a influência neoclássica nas guitarras encaixou perfeitamente na proposta musical da banda.

Qualidade sonoraTalvez a qualidade sonora de “Live in Japan 1984: Complete Edition” mostre a muitos como as tecnologias digitais podem ser úteis. Todo o trabalho de recuperação, remixagem e remasterização da sonoridade original resulta em algo orgânico, com todo o “feeling” ao vivo preservado. Tudo funciona, tudo soa bem e com peso. Quem fez esse trabalho de recuperar merece um prêmio, pois ficou excelente.

Arte gráfica/capa: A apresentação de “Live in Japan 1984: Complete Edition” é muito bonita, com o foco justamente nos talentos de Graham e Yngwie, usando de fundo a bandeira estilizada do Japão. E isso em um Digipack muito bonito.

Destaques musicais: É muito difícil fazer análises profundas em um disco ao vivo, ainda mais dos tempos em que grandes shows pelo mundo inteiro eram constantes. Mas das 18 canções, não há como deixar menções honrosas à

Too Young to Die, Too Drunk to Live”: Uma canção vibrante, preenchida por uma aura Classic Rock/Hard Rock elegante e muito envolvente. Belas partes de teclados, e uma aula de interpretação dos vocais.

“Hiroshima Mon Amour”: Nela se tem aquela típica canção mais acessível, que embala o ouvinte. E se repararem, alguns prováveis espaços que poderiam estar vazios são totalmente preenchidos pelo virtuosismo das guitarras (mas desde quando isso acontece onde Malmsteen está?).

“Night Games”: sólida como uma rocha, é onde se vê um trabalho pesado de baixo e bateria. Andamentos com boa velocidade, energia e muita elegância. É uma música que veio diretamente do primeiro disco solo de Graham, “Line-Up”, de 1981.

“Island in the Sun”: Se até estava faltando uma faixa um pouco mais acessível, agora não falta mais. Um refrão grudento, belas linhas melódicas, teclados estratégicos e incursões fantásticas de guitarra.

“Kree Nakoorie”: Pesada, cadenciada e cheia de feeling, ela não nega sua vocação Hard neoclássica, e pode-se ver nela com quem Malmsteen aprendeu a valorizar os tempos mais lentos (embora as debulhadas dele sejam ótimas).

“Coming Bach”: Mais uma vez, o sentimento que preenche “Rising Force” (primeiro disco da empreitada própria de Yngwie) aparece, pois toda a expressividade e influência da música clássica surgem nesse solo de guitarra dele.

“Since You Been Gone”: Aqui temos uma versão para a velha canção do ARGENT, a mesma canção que foi um sucesso na época de Graham no RAINBOW. Ótimo refrão, vocais justíssimos e teclados dando aquele toque de elegância que conhecemos.

Até aqui, só músicas do CD 1. O CD 2 tem algumas belas surpresas.

“Desert Song”: Um Hard pesado e instigante, com aquela marca típica de bandas dos anos 70, além de certo “q” de Hard alemão (o que não é de se estranhar, já que é uma canção do MSG). E é muito interessante ver Yngwie tocando (à moda dele, óbvio), linhas de Michael Schenker.

“Jet to Jet”: Mais uma com um jeito puramente Hard Rock dos anos 70, carregando muita influência tanto do DEEP PURPLE (por conta das linhas de teclados) como do RAINBOW (por conta do trabalho de baixo e bateria), mas o destaque é mesmo do solo de guitarra.

“Evil Eye”: Embora com um trabalho de seis cordas de tirar o fôlego, é uma instrumental onde a banda inteira se mostra muito bem, até mesmo com virtuosismo.

“All Night Long”: Mais uma do RAINBOW, onde o público participa bastante durante o refrão. É uma canção com muita acessibilidade musical, o que não é um pecado, mas justamente o ponto forte da mesma. E que vocais!

“Lost in Hollywood”: A Terceira (e última) canção do RAINBOW do show, essa já do jeito mais clássico da antiga banda de Graham, embora com um acento melodioso mais simples.

DVD: Todas as 18 músicas estão presentes no DVD, que mostram as mesmas qualidade sonoras citadas na resenha.

Conclusão: Pode-se atestar que “Live in Japan 1984: Complete Edition” mostra o quanto a dupla Bonnet/Malmsteen era promissora, mas o último resolveu investir em sua própria banda (que carregava enorme influência do que o ALCATRAZZ havia feito), o primeiro ainda tentou algo com Steve Vai, depois com Danny Johnson, até que a banda encerrou suas atividades em 1988. Mas este ao vivo é um testemunho de uma era de ouro para o Rock e o Heavy Metal, e agora, está acessível a todos, e o show inteiro.

Nota: 100%

Hiroshima Mon Amourhttps://www.youtube.com/watch?v=McMSyvKBLDU



Tracklist:

CD 1:

1. Opening
2. Too Young to Die, Too Drunk to Live
3. Hiroshima Mon Amour
4. Night Games
5. Big Foot
6. Island in the Sun
7. Kree Nakoorie
8. Coming Bach
9. Since You Been Gone
10. Suffer Me

CD 2:

11. Desert Song
12. Jet to Jet
13. Evil Eye
14. Guitar Crush
15. All Night Long
16. Lost In Hollywood
17. Kojo No Tsuki
18. Something Else


DVD:

1. Opening
2. Too Young to Die, Too Drunk to Live
3. Hiroshima Mon Amour
4. Night Games
5. Big Foot
6. Island in the Sun
7. Kree Nakoorie
8. Coming Bach
9. Since You Been Gone
10. Suffer Me
11. Desert Song
12. Jet to Jet
13. Evil Eye
14. Guitar Crush
15. All Night Long
16. Lost In Hollywood
17. Kojo No Tsuki
18. Something Else


Banda:


Graham Bonnet - Vocais
Yngwie J. Malmsteen - Guitarras
Jimmy Waldo - Teclados
Gary Shea - Baixo
Jan Uvena - Bateria


Ficha Técnica:


Contatos:

Site Oficial:
Facebook: https://www.facebook.com/Alcatrazzoriginalband1/
Instagram:
Assessoria:
E-mail:

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

FLOTSAM AND JETSAM - The End of Chaos

Ano: 2019
Tipo: Full Length
Importado

Texto: “Metal Mark” Garcia


Introdução: Em verdade, a cena norte-americana do Thrash Metal durante os anos 80 não era restrita somente à Califórnia. Em Nova York, nomes de peso como ANTHRAX, OVERKILL, NUCLEAR ASSAULT surgiram basicamente na mesma época em que o “San Francisco Bay Area Thrash Metal” começava a se firmar. Mas é de Phoenix, Arizona, que veio um nome que prometia causar uma forte comoção no meio: FLOTSAM AND JETSAM. Fundindo melodias bem feitas à lá QUEENSRYCHE com o peso e agressividade do METALLICA, era um nome muito promissor, como foi ouvido em seu disco de estréia, “Doomsday for the Deceiver”, de 1986. Mas a saída de Jason Newsted (que fora preencher a vaga deixada pelo finado Cliff Burton) foi sentida, e mesmo lançando uma seqüência de ótimos trabalhos, o grupo nunca conseguiu o sucesso merecido. Mas essa gangue não desanima, e mesmo contra tudo e contra todos, volta à carga com “The End of Chaos”, seu mais recente disco.

Análise geral: De forma bem simplista, pode-se definir o trabalho do grupo como uma mistura dos melhores elementos do QUEENSRYCHE de sua fase inicial (até o álbum “Empire”) com a pegada pesada e agressiva do METALLICA dos anos 80, além de uma energia e personalidade toda do quinteto. Se pode mesmo afirmar que “The End of Chaos” revê as melhores lições que o quinteto aprendeu na sua compreendida entre o primeiro álbum e o clássico “Cuatro”, apenas adicionando a isso a energia de sempre, mais um enfoque evoluído e atualizado.

Arranjos/composições: O tempo fez bem ao grupo, temperando seu som técnico, melodioso e agressivo cheio de nuances Prog Metal Old School com a sabedoria dada pelos calos da estrada e pelos anos de carreira. A capacidade de criar partes grudentas melhorou muito, bem como souberam polir cada refrão que está presente em “The End of Chaos”. As guitarras estão fenomenais em riffs e solos (o veterano Michael Gilbert se entende bem com o colega Steve Conley), baixo e bateria estão muito bem em termos de técnica e peso (o baixista Michael Spencer e o baterista Ken Mary mostram entrosamento), mas como os vocais evoluíram, saindo dos timbres agudos do passado à sabedoria no uso de maior diversidade de timbres (Eric “AK” Knutson está em ótima fase, verdade seja dita), e a coesão entre os cinco criam arranjos ótimos e dinâmicos, resultando em uma forma de música cheia de energia e agressividade, mas melodiosa e de bom gosto, e que gruda nos ouvidos!

Qualidade sonoraA produção sonora de Jacob Hansen (que já trabalhou com nomes como DESTRUCTION, KAMELOT, PRIMAL FEAR, VOLBEAT e outros) consegue conectar o passado do grupo com seu presente, dando peso e força às composições do grupo, mas fazendo com que as canções soem limpas na medida certa. Soa agressivo e com impacto sonoro, mas mantendo o alinhavo melódico que tornou o grupo notório.

Arte gráfica/capa: Em um “revival” do próprio passado, Flotzilla, mascote do grupo apresentado na arte de “Doomsday for the Deceiver”, está de volta em uma arte criada por Andy Pilkington, ganhando uma versão mais real e atual.

Destaques musicais: “The End of Chaos” é um disco maravilhoso, que rebusca o melhor do passado do grupo (da fase compreendida entre “Doomsday for the Deceiver” e “Cuatro”), mas mantendo um formato atual. É o bom e velho Thrash Metal “made in USA” por excelência, e mesmo sendo um disco nivelado por cima em termos de composições, tem por destaques as seguintes canções.

Flotsam and Jetsam
“Prisoner of Time”: Uma canção clássica do quinteto, com uma pegada bem agressiva e um alinhavo melódico ótimo, cheia de boas mudanças de tempos. E os vocais encaixaram muito bem na colcha instrumental do grupo. E que refrão!

“Control”: Velocidade e energia se mesclam nessa canção, mostrando a pegada agressiva do quinteto. Impossível não destacar o trabalho técnico, pesado e veloz de baixo e bateria.

“Recover”: Um pouco mais lenta que as anteriores e mais moderna, enfatizando assim ao lado melodioso do grupo, e novamente, um refrão de primeira, com vocais e backing vocals de primeira.

“Prepare for Chaos”: Esta é um autêntico “juggernaut” de energia crua, que novamente mostra andamentos não tão velozes, mas criando uma ambientação bem pesada. E que guitarras!

“Architects of Hate”: Um “mix” inteligente de melodias e agressividade é apresentando nessa canção, que tem um impacto sonoro evidente, alimentado por ótimas guitarras.

“Demolition Man”: Mais uma vez, equilíbrio entre melodias (especialmente no refrão) e partes agressivas. Há um toque de melancolia em certos momentos, lembrando bastante os momentos mais agressivos de grandes nomes do US Metal.

“Snake Eye”: Outro momento que vai gerar muito moshpit nos shows, com um refrão privilegiando a melodia (e assim criando um contraste muito bom com os riffs agressivos). Novamente baixo e bateria mostram uma técnica ótima.

“The End”: Um arrasa-quarteirão intenso, uma tijolada na cara, e outros adjetivos dessa canção que vem para fechar o disco com muita energia, uma pegada bruta e direta, mas com as melodias de sempre permeando os vocais.

Conclusão: Flotzilla está de volta, e é certo que o FLOTSAM AND JETSAM mostra que merecem muito estar no time de cima do Thrash Metal de seu país, lançando um dos melhores discos de 2019 logo no início do ano!

Nota: 100%


Tracklist:

1. Prisoner of Time
2. Control
3. Recover
4. Prepare for Chaos
5. Slowly Insane
6. Architects of Hate
7. Demolition Man
8. Unwelcome Surprise
9. Snake Eye
10. Survive
11. Good or Bad
12. The End


Banda:


Eric “AK” Knutson - Vocais
Steve Conley - Guitarras
Michael Gilbert- Guitarras
Michael Spencer - Baixo
Ken Mary - Bateria


Ficha Técnica:

Jacob Hansen - Produção
Andy Pilkington - Arte da capa


Contatos:

Site Oficial: www.flotsam-and-jetsam.com
Facebook: www.facebook.com/flotsamandjetsam.official/
Instagram: https://www.instagram.com/flotsamandjetsamofficial/
Assessoria:
E-mail: flotztildeath@gmail.com






Spotify