segunda-feira, 24 de junho de 2019

SABATON - Attero Dominatus (Re-Armed)


Ano: 2006 (lançamento original) / 2019 (relançamento)
Tipo: Full Length
Nacional


Tracklist:

1. Attero Dominatus
2. Nuclear Attack
3. Rise of Evil
4. In the Name of God
5. We Burn
6. Angels Calling
7. Back in Control
8. A Light in the Black
9. Metal Crüe
10. Für Immer
11. Långa bollar på Bengt
12. Metal Medley
13. Nightchild
14. Primo Victoria


Banda:


Joakim Brodén - Vocais
Oskar Montelius - Guitarras
Rikard Sundén - Guitarras
Daniel Mÿhr - Teclados
Pär Sundström - Baixo
Daniel Mullback - Bateria


Ficha Técnica:

Tommy Tägtgren - Produção, Gravação, Mixagem
Henke - Masterização
Mattias Norén - Arte da capa
Hannele Junkala - Backing Vocals
Marie-Louise Strömqvist - Backing Vocals
Sofia Lundberg - Backing Vocals
Maria Holzmann - Backing Vocals
Mia Mullback - Backing Vocals
Åsa Österlund - Backing Vocals


Contatos:

Assessoria:
E-mail:

Texto: “Metal Mark” Garcia


Introdução:

O renascimento dos estilos oitentistas de se fazer Metal na segunda metade dos anos 90 encheram o cenário de cópias e mais cópias de grupos antigos. Mas houveram aqueles que realmente vieram dar um respiro, uma vida nova aquilo que estava desgastado.

E não há como negar: o grupo sueco SABATON é uma das pontas de lança nesse assunto. Seu jeito Heavy/Power Metal rebuscam elementos dos anos 80, mas sempre com um olhar no futuro. E em 2006, lá vieram eles com seu terceiro disco, “Attero Dominatus”, que acaba de ser relançado e renomeado “Attero Dominatus (Re-Armed)”, e que chega ao Brasil via Shinigami Records/Nuclear Blast Brasil.


Análise geral:

Basicamente, o estilo do grupo não mudou tanto assim de lá para cá. Ou seja, é o mesmo Heavy/Power Metal sueco (ou seja, bastante influenciado por JUDAS PRIEST, ACCEPT e nomes da NWOBHM), adornado de belas orquestrações. No tocante técnica musical, nada exagerado, evitando romper a simplicidade, e consequentemente, a acessibilidade de suas canções.

Se percebe que a banda soube reciclar muitos clichês musicais do gênero, dando uma vida nova a cada um deles, bem como soube explorar refrães simples e com um toque épico.  

A fórmula mais certa possível para se criar um disco de primeira, e assim pode ser definido “Attero Dominatus (Re-Armed)”.


Arranjos/composições:

A combinação das orquestrações épicas dos teclados com riffs certeiros (e solos melodiosos com boa técnica, mas sempre sem exagerar), mais refrães bem compostos, mudanças de ritmo providenciais, e tudo isso encaixando sob uma colcha de arranjos musicais de primeira é algo que não tinha como dar errado.

Além do mais, o talento do então sexteto (já que é o primeiro disco da banda com Daniel Mÿhr nos teclados como membro fixo) não deixa dúvidas do quanto eles estavam com fogo nas veias e sangue nos olhos. Por isso esse disco é tão sedutor.

Além disso, como o foco da banda é falar de eventos relacionados sobre as guerras e batalhas da história, é uma aula. Aliás, desperta a curiosidade sobre estes temas, e dessa forma, contribuem para a criação de conhecimento.


Qualidade sonora:

“Attero Dominatus (Re-Armed)” soa grandioso, mas é extremamente pesado e claro aos ouvidos. O disco foi gravado no The Abyss Studio, e Tommy Tägtgren (sim, ele é irmão de Peter) fez um trabalho ótimo na produção e captação (ou seja, a gravação), sem falar que sua mixagem deixou os instrumentos todos com uma boa qualidade, e com os níveis certos de volumes e efeitos. Além disso, a masterização de Henke (Henrik Jonsson, também conhecido como Henke Jonsson) deu uma vida, um brilho às canções.

Além disso, a timbragem dos instrumentos ficou muito boa, sem destoar muito do que se ouve nos shows do grupo.


Arte gráfica/capa:

A arte original de Mattias Norén para a capa não foi mudada, apenas deram alguns toques diferenciados nas cores (a envoltória cheia de espinhos que antes era voltada a tons de roxo agora está em anil). Aparenta novo, mas continua com seus aspectos originais preservados.


Destaques musicais:

Embora o sexteto ainda não esteja em seu ápice criativo, “Attero Dominatus (Re-Armed)” vem para sedimentar o estilo da banda. E, aliás, essa versão tem alguns bônus ótimos.

Attero Dominatus: um Heavy/Power Metal melodioso e com uma estruturação harmônica simples. O refrão é daqueles que se ouve e não se esquece mais, sem mencionar o caráter épico dos teclados. Era canção certa nos shows da banda até pouco tempo. Fala sobre a Batalha de Berlin (1945) na perspectiva do exército soviético.

Nuclear Attack: ótimos arranjos de guitarra permeiam esta canção. Ela é bem pegajosa e dinâmica, do tipo que faz os fãs irem à loucura nos shows, especialmente durante o refrão. As letras lidam com os bombardeios nucleares de Hiroshima (06/08/1945) e Nagasaki (09/06/2019).

Rise of Evil: Nesta, o andamento cai e o foco fica numa ambientação densa e pesada, criada pelos contrastes entre guitarras e teclados. Mesmo o baixo começa a surgir em alguns momentos, e o refrão é excelente. Esta fala sobre a criação do III Reich da perspectiva dos nazistas.

Angels Calling: certos arranjos mais tecnicamente complexos adornam a canção, os teclados fazem fundo, e os vocais se sobressaem mais, devido à capacidade de interpretar e dar emoção às letras, que narra os horrores da Primeira Guerra Mundial.

A Light in the Black: outra canção com andamento moderado e toques épicos nos teclados. Embora sem meter mais nos arranjos do que a música pede, a bateria mostra ótima condução rítmica. E é mais uma em que os vocais estão bem, e a letra fala sobre as força que lutam pela paz no mundo.

Metal Crüe: aqui a banda apela para um Hard ‘n’ Heavy feito à maneira deles. As melodias são simples e pegajosas, e a letra deixa claro: é uma homenagem do grupo a todos aqueles que os precederam e influenciaram sua música.

Basicamente, aqui termina o conteúdo do disco original, e começam as canções extras.

Für Immer: é um cover de DORO. E é interessante ver como a banda faz uma releitura pesada e pessoal, mas sem que se perca a caracterização da original. E que arranjos de teclados bem encaixados!

Långa bollar på Bengt: outro cover, agora para a banda conterrânea SVENNE RUBINS. A original (que pode ser ouvida aqui) tem um jeito Pop Rock/Country Rock bem legal, mas a versão aqui apresentada tem peso e pegada pesada, mas sem perder a melodia.

Metal Medley: como o nome já diz, é um “medley” de canções da banda, tocada ao vivo em Falun. Serve para mostrar como a energia da banda não se perde em seus shows. Na verdade, parece aumentar!

Nightchild: é uma canção assentada sobre uma base melodiosa de teclados e boa presença de guitarras. O andamento mais vagaroso dá ênfase ao peso, e os vocais realmente são excelentes.

Primo Victoria: esta é a versão Demo da faixa-título do disco anterior. Desta forma, é a mesma canção, apenas soando mais crua (justamente por todo acabamento não ter sido feito).


Conclusão:

Mesmo 13 anos depois de seu lançamento original, “Attero Dominatus (Re-Armed)” soa atual, cheio de energia, sendo um disco obrigatório para os fãs do grupo. Ainda mais nessa versão nacional cheia de extras.

Ah, sim: “Attero Dominatus” significa "eu destruo tiranias".


Nota: 91,0/100,0


Attero Dominatus



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terça-feira, 18 de junho de 2019

JAVALI - Life is a Song


Ano: 2019
Tipo: Extended Play (EP)
Selo: Miranda Music (Físico) / Altafonte (Digital)
Nacional


Tracklist:

1. Runaway
2. Empty Promises
3. Singing Along
4. Child’s Frustration
5. Cruel Past
6. Dancing in the Fire


Banda:


Marcelo Frizzo - Baixo, Vocais
Jaéder Menossi - Guitarras
Loks Rasmussen - Bateria


Ficha Técnica:

Edinho Junior - Produção, Gravação
Thiago Bianchi - Mixagem, Masterização
João Duarte (JDesign) - Artwork


Contatos:

Assessoria:

Texto: “Metal Mark” Garcia


Introdução:

É possível pegar um estilo velho e lhe dar vida nova?

A experiência responde este pergunta da seguinte forma: Sim, dependendo da banda.

As bandas têm a responsabilidade de buscar sair do ponto comum, de pegar todo o conjunto de lições aprendidas e influências adquiridas e criar algo diferente, mesmo em um estilo já bem conhecido. E é este um desafio que faz tantos caírem no marasmo da repetição cansativa de clichês, mas que alguns conseguem fazer algo de alto nível. No segundo conjunto, está o trio JAVALI (antes conhecido como POP JAVALI), que vem dar uma aula de amadurecimento e sabedoria com o EP “Life is a Song”.


Análise geral:

É óbvio que um grupo de 27 anos não mudaria seu estilo. Eles continuam fazendo o mesmo Hard Rock clássico com uma pegada de Heavy Metal e elementos de Rock Progressivo setentista. A diferença: o trio não para de evoluir, e o resultado é uma música ainda melodiosa, rica e elegante, agora permeada com um alinhavo ainda mais pesado que antes, além de uma estética mais moderna e agressiva.

Traduzindo: continuam com o mesmo estilo de sempre, apenas mais evoluído e modernoso. Algo que realmente é uma tentação de tão bom!


Arranjos/composições:

Quem os conhece de outros tempos, sabe que o JAVALI é conhecido por arranjar suas músicas de uma forma fluida e espontânea, mas sabendo colocar a técnica instrumental sempre ao seu lado. A diferença é que o grupo sabe criar melodias elegantes e que grudam nos ouvidos, e cada refrão é feito para nos atingir no coração. Basicamente, é ouvir e gostar, mesmo com o requinte que possuem.

E não seria um pecado dizer que o trio é o RUSH brasileiro, tamanha versatilidade, bom gosto, peso e capacidade de envolver o ouvinte.


Qualidade sonora:

Gravado no Studio Atmosphera sob a tutela do produtor Edinho Junior; e mixado e masterizado pelas mãos de Thiago Bianchi (do NOTURNALL) no estúdio Fusão, a sonoridade de “Life is a Song” chega a ser comovente: um “blend” moderno e bem feito de peso e melodia, sempre translúcida ao ponto de tudo ser audível, sem nenhum detalhe oculto.

Além disso, a parte de peso e modernidade tem muito com a timbragem escolhida para os instrumentos. Sem desfazer dos trabalhos anteriores, é a melhor produção sonora do grupo até os dias de hoje.


JAVALI ao vivo
Arte gráfica/capa:

Apesar da simplicidade inicial, a arte de João Duarte (da JDesign) ficou belíssima e elegante, dando uma expressão visual ao que transpira musicalmente desse EP.


Destaques musicais:

Desculpem, mas apontar destaques musicais em “Life is a Song” é impossível. Como sempre, o trio caprichou e deu uma vida às suas canções que dificilmente se vê por aí. É tiro e queda, ouvir e sair cantarolando.

Runaway: um Hard ‘n’ Heavy típico dos anos 80, mas com um jeitão moderno e pesado, cheio de vida e energia. Uma canção excelente, que se agarra ao ouvinte, e onde a banda cria arranjos de primeira (baixo e bateria estão ótimos), e um refrão grudento daqueles!

Empty Promises: A pegada moderna e pesada dessa canção é ótima, bem como sua expressão harmônica. Mas como as guitarras estão exuberantes, mostrando riffs simples e bem feitos, e que solos (a qualidade sonora contribuiu muito para a melhor compreensão deles nesse EP).

Singing Along: Um toque mais introspectivo e melancólico bem atual permeia essa canção. As partes lentas e limpas dão um toque mais acessível à ela, sendo que há maior energia e distorção nas guitarras durante o refrão. E os vocais mostram sua versatilidade justamente nela.

Child’s Frustration: alguns vocais mais ríspidos e urrados aparecem nessa música com linhas melódicas mais diretas e modernas. O andamento varia bastante, mas o refrão é outra mostra de sua qualidade incontestável em termos de criatividade.

Cruel Past: Outra em que elementos atuais permeiam o jeito Hard clássico do grupo. Além disso, existem partes claramente acessíveis, com melodias de simples assimilação, que são incríveis. Mais uma vez, uma exibição de gala das guitarras e dos vocais.

Dancing in the Fire: Uma paulada moderna, técnica (o baixo está debulhando logo no início), mas com a evidente presença de elementos de Rock Progressivo. Não chega a ser um Prog Metal/Rock, já que a banda não perde seu jeito melódico e envolvente, e além disso, os vocais estão ótimos.

Aliás, o CD físico ainda tem o bônus “Read My Mind”, canção de um Single de 2018 que estava apenas nas plataformas digitais até este momento.


Conclusão:

Se muitos dizem que o Rock está em crise, ou mesmo que morreu, sinceramente são pessoas que desconhecem o trabalho do JAVALI. E “Life is a Song” pode ser ouvido/adquirido na forma digital nas principaisplataformas digitais na internet.


Nota: 100,0/100,0


Runaway



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segunda-feira, 17 de junho de 2019

Jugernautas da Velha Guarda em seu Zênite - Entrevista com ENFORCER


Por “Metal Mark” Garcia


Desde a chegada dos estilos Old School de Metal, o nome do quarteto sueco ENFORCER se tornou um dos mais fortes do meio. Misturando a NWOBHM com influências de Speed Metal, desde de “Death by Fire” (2013) as legiões de fãs da banda aumentaram em número, e o grupo se tornou um nome forte com “From Beyond” (2015).

Mas eles mostraram coragem com “Zenith”, seu ultimo álbum, onde algumas influências mais acessíveis apareceram em sua música. E tivemos a oportunidade de falar com o guitarrista/vocalista Olof Wikstrand e saber sobre o presente momento, um pouco do passado e de seus planos futuros.

Olof Wikstrand

MMG: A primeira coisa que quero é agradecer pela oportunidade, e para iniciar, a banda experimentou um crescimento com “Death by Fire” e “From Beyond”. E “Zenith” está lançado, então vocês esperam alcançar ainda mais fãs?

Olof Wikstrand: É claro, é sempre útil para uma banda ter mais pessoas que se apegam a ela. Isso significa que podemos fazer shows maiores, produções maiores, shows melhores e eventualmente mais música. Mas ser famosos ou fazer isso grande nunca foi um de nossos objetivos. Apenas fazemos música que gostaríamos de ouvir. Acredito que o crescimento maior e mais rápido vimos de “Into the Night” até ”Diamonds” 2010. Mas sim, “Zenith” é um album muito diversificado, então definitivamente esperamos que qualquer Metal Head ou fanatic por Rock possa encontrar algo que goste nele.


MMG: A primeira música do disco (no caso, “Die for the Devil”), foi lançada para aquecer as coisas entre os fãs, mas algumas reclamações que falaremos mais abaixo apareceram. Sabem de algo sobre isso? Se sim, o que acha?

Olof: A internet é uma arena estúpida para opiniões estúpidas e não me aborrece em nada o que as pessoas escrevem. Lançamos uma canção que sentimos que era bem pesada e direta, e que falava muito do álbum. “Die for the Devil” é um grande hino de Metal Arena inspirado por bandas como SCORPIONS, OZZY OSBOURNE e DIO. Algumas pessoas perceberam isso, outra não. A única coisa que importa é que eu entendi.


Jonathan Nordwall
MMG: As reclamações de que falo acima são baseadas nas influências melódicas nas canções de “Zenith”. Sim, está melodic e um pouco mais comercialmente acessível que antes, apresentando influências de Hard Rock e mesmo de Glam Metal. Então, o que aconteceu no processo de composição? E essa visão melódica foi algo espontâneo ou era algo que queriam fazer? E como você pessoalmente compararia “Zenith” com seus álbuns anteriores?

Olof: Não existem traços de “Glam Metal” em “Zenith”. Honestamente, não tenho ideia de onde as pessoas tiraram isso. Melódico, sim. Algumas canções são talvez um pouco mais comercialmente acessíveis, e outras não o são. Temos tentado encontrar um bom balanço em “Zenith” entre melódico e não-melódico, velocidade e peso, criatividade e clichê, agressão e moderação, épico e canções mais diretas. Tudo para conseguir uma mistura perfeita e um álbum que é grandioso, e que pode ser comparado aos clássicos do gênero. Um álbum onde todas as canções podem ser tocadas do início até o fim, e que cada canção pode ser um “hit Single”. Pessoalmente, creio que “Zenith” é, de longe, o melhor álbum que já fizemos. Um marco em minha vida


MMG: Novamente, como foi no passado, vocês chamaram a responsabilidade de produzir “Zenith” para vocês mesmos. E olhando algumas entrevistas na internet, vocês levaram algo entre 2 anos e dois anos e meio para gravar e produzir o disco. Por que tanto tempo?

Olof: Estivemos muito ocupados, excursionando por em torno de dois anos para promover “From Beyond”. Então o que mais tomou tempo foi descobrir o que queríamos fazer, de termos certeza que faríamos algo que fosse inspirado e relevante ao invés de lançar outro álbum. Uma vez que tínhamos as músicas, a gravação foi bem tranquila. Temos produzido a nós mesmos em cada álbum que fizemos, logo não é algo novo ou estranho para nós.


Tobias Lindqvist
MMG: Ainda sobre a qualidade sonora, o resultado dessa vez, mesmo soando orgânico e à moda antiga, mas tudo melhorou, os instrumentos estão definidos de uma forma que não eram antes. È uma consequência da evolução, ou experimentaram tudo até o ponto de estarem plenamente satisfeitos?

Olof: Acho que tivemos uma ideia bem forte de como queríamos que o álbum soasse tanto quanto sabíamos como as músicas deveriam soar. Queríamos um disco que pudesse soar atemporal, mas grandioso. Queria que a bateria soasse como se fosse a maior bateria já gravada. Uma produção grandiosa e orgânica, mas com os benefícios das técnicas de gravação modernas.


MMG: Três canções se tornaram videos promocionais de “Zenith”: “Die for the Devil”, “Searching for You” e “Regrets”. A pergunta é se foram vocês que escolheram essas canções, foi uma ideia do selo, ou um acordo entre as duas partes?

Olof: Também temos um vídeo para “Sail On” que iremos lançar mais tarde, em algum ponto desse ano. Acho que foi um acordo entre todos nós. Aquelas 3 canções são daquelas que se destacam no disco e mostram uma grande variedade. “Die for the Devil” porque tivemos ótimas recepções dessa canção das pessoas para quem a tocamos. “Searching for You” por conta da velocidade e agressividade, e porque ela iria satisfazer nossos velhos fãs, e “Regrets” para mostrar alguns dos novos sons que estamos experimentando.

MMG: Talvez “Regrets” esteja causando a vocês algumas dificuldades, pois é uma balada, com o uso de pianos e uma estética extremamente acessível. Bem, como tem sido a recepção a ele? É a primeira balada do grupo, não é?

Olof: As recepções tem sido grandes para ela. Ouvi muita gente chamando-a de canção favorite, o que é ótimo ouvir quando você faz algo diferente do que já havia feito. De qualquer modo, nós tivemos uma “meia-balada” no álbum anterior em “Below the Slumber”, então escolhemos fazer isso e incluir uma balada complete nesse álbum.
  
Jonas Wikstrand

MMG: Enquanto falamos, o álbum já está nas lojas e plataformas digitais há um mês. Sei que ainda é meio cedo, mas como vocês estão indo com “Zenith”? A recepção está sendo as que esperavam, menor ou maior que as expectativas?

Olof: Ainda é muito cedo para dizer algo, eu acho. Mas as reações têm sido muito boas. Vamos ver quando sairmos em turnê.


MMG: Espero que saibam que “Zenith” está sendo lançado aqui no Brasil pela colaboração entre a Shinigami Records e a Nuclear Blast Brasil. O que acha disso?

Olof: Sem opinião. Para ser honesto com você, nunca ouvi falar da Shinigami Records. Fazer essa parte do trabalho não é algo que eu ponha muito de atenção. Eu escrevo e toco, e deixo essa parte para outros.


MMG: Bem, vocês devem estar na estrada agora, tocando bastante. Então, como tem estado a agenda? Espero que esteja sendo ótimo! E podemos esperar alguns shows do ENFORCER aqui no Brasil? E por falar nisso, vou pedir a vocês para autografarem minhas cópias de seus álbuns (risos)!

Olof: Eu realmente espero que possamos fazer alguns shows no Brasil logo. Sempre ficamos felizes de assinar qualquer coisa que as pessoas nos tragam, e de poder sair com todos os nossos amigos e fãs que temos por aí e que dão suporte à nossa causa.


MMG: Bem, é isso; Mais uma vez, muito obrigado pela entrevista e, por favor, deixe a mensagem do ENFORCER aos leitores do Heavy Metal Thunder Brasil.

Olof: Vejo vocês em breve! Heavy Metal para sempre! 666


Contatos:


P.S.: O Heavy Metal Thunder Brasil gostaria de agradecer a Shinigami Records e a Marcos Franke (da assessoria de imprensa da Nuclear Blast Brasil) pela oportunidade de entrevistar Olof Wikstrand (and thank a you a lot, Olof).

Veja os vídeos de “Die for the Devil”, “Searching for You” e “Regrets”, canções de “Zenith”.


Die for the Devil


Searching for You



Regrets

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Estrada direta ao Rock ‘n’ Roll - entrevista com o PRISTINE



Por “Metal Mark” Garcia

“Uma banda de Rock de Tromsø” são as palavras que começam a biografia do grupo PRISTINE em sua página no Facebook. E eles são uma banda excelente, pois a música da banda é um Classic Rock guiado por uma dose de energia e podem fazer seus tímpanos explodirem!

O quinto e mais recente lançamento do grupo, o álbum “Road Back to Ruin” está sendo lançado no Brasil pela Shinigami Records/Nuclear Blast Brasil, então tivemos a oportunidade de falar com a vocalista e compositora Heidi Solheim.

Heidi Solheim


MMG: Antes de tudo, gostaria de agradecer por esta oportunidade de entrevistar você, e para começar, por favor, conte a história do PRISTINE em algumas palavras, pois são poucos os fãs brasileiros que já foram devidamente apresentados à sua música no momento.

Heidi Solheim: Muito obrigado por suas palavras gentis! É muito bom falar com você também. PRISTINE vem do extremo norte da Noruega, uma bela e destacada parte do mundo. É tão ao norte que no verão o sol nunca se põe, e no inverno, é a estação escura sem luz alguma. Esta é uma parte do mundo cheia de contrastes, solidão e brutalidade da natureza.

PRISTINE foi fundado ao redor de mim e de minha música em 2010. Me mudei para a cidade de Tromsø e encontrei a banda lá. Eu já havia escrito algumas músicas e quis experimentar com uma banda. Rapidamente aprendemos que temos um fraco pelos ícones do Rock dos anos 70, bandas psicodélicas e vocalistas de Blues/Rock. Em 2011, lançamos nosso debut na Noruega, chamado “Detoxing”, e começamos nosso caminho em direção ao ponto em que estamos hoje.

MMG: A Noruega é bem conhecida por sua cena de Metal extremo, especialmente o Black Metal de Oslo e Bergen. Mas vocês são uma banda de Rock ‘n’ Roll. Acredita que este fato, este contraste, pode chamar alguma atenção para seu trabalho musical?

Heidi: A cena Black Metal da Noruega é bem conhecida pelos fãs de Metal e para o mundo em geral, e muitas belas coisas extremas vieram da Noruega naquela época. A impressão de muita gente da cena musical em sua totalidade é colorida pelo crescimento do Black Metal naqueles tempos, mas para nós, não era um gênero ou acontecimentos que sabíamos muito. Oslo e Bergen são cidades distantes de nossa parte do país, então nos sentíamos como tudo aquilo tivesse acontecido em outro mundo diferente do qual crescemos.

Espen Jakobsen
Mas eu tenho notado que perguntas sobre nossa ligação com a cena Black Metal norueguesa surgem frequentemente, e para um país tão pequeno, é uma comparação natural, eu acho, 😊


MMG: Mesmo com vocês tendo 4 discos até agora, parece que “Road Back to Ruin”, lançado pela Nuclear Blast Records, pode ajudá-los a crescer mais. E como ele foi lançado em Abril passado, vocês já têm um feedback dele, estou correto? E como os fãs têm recebido “Road Back to Ruin”?

Heidi: Nós temos experimentado um feedback quente e ótimo pelo lançamento de “Road Back To Ruin” até agora! Tem sido absolutamente fantástico e tocante ler e experimentar as reações ao nosso disco. Uma verdadeira motivação para continuarmos a escrever novas músicas e tocar em mais cidades!

MMG: Nos aprofundemos em “Road Back to Ruin”: quais são as diferenças e similaridades dele com seus discos anteriores?

Heidi: Penso que o PRISTINE se tornou uma banda mais sofisticada e “robusta” depois desses anos. Como “Road Back to Ruin” nós fomos com uma atitude mais corajosa em relação à gravação e à composição. Se olharmos nosso primeiro disco, “Detoxing”, creio que evoluímos para uma banda mais pesada de Classic Rock. Ainda lançamos música diversificada com melodias fortes e muitos contrastes, em minha opinião. Mas em “Road Back to Ruin”, acredito que levamos a diversidade a outro nível. Penso que este é o álbum que lançamos com a maior diferença em expressões e “feeling” na música.


MMG: “Road Back to Ruin” possui dez excelentes canções, mostrando influências de bandas de Classic Rock como BLACK SABBATH, DEEP PURPLE e outras, mas com uma energia crua que chama a atenção do ouvinte de maneira forte. Como foram as coisas durante o processo de composição? Existe um método de trabalho ou as coisas surgem de forma espontânea? E por falar nisso, sua música tem uma personalidade forte, algo diferente de muitas bandas de seu gênero hoje em dia.

Heidi: Muito obrigado! É ótimo ouvir que você gostou de nossa música.

Sobre o processo de composição, ainda sou a responsável pelas letras, cordas e melodias. Eu geralmente viajo para a cabine de meus pais no norte todo inverno para escrever mais músicas. O frio extremo e a escuridão que temos no norte a cada inverno é algo que realmente me inspira a escrever música. Há certo sentimento de solidão que pode ser de tirar o fôlego. Tomei muito tempo tentando encontrar o “fio condutor” que queria quando começo a escrever um novo disco. Com “With Road Back to Ruin”, eu tinha muitos objetivos e tópicos sobre os quais queria refletir. Uma das minhas primeiras metas era escrever canções mais pesadas que nos discos anteriores - mais diretas, cheias de energia e com riffs mais escuros. Sobre as letras, queria escrever canções que refletissem minha crescente preocupação com os valores sociais e políticos que estão crescendo hoje em dia, e ao mesmo tempo, queria escrever sobre minha própria história, minha vida e minha experiência. É sempre muito difícil compartilhar 100% daquilo que você tem no coração, mas para mim é a coisa mais importante de ser feita por um compositor. Nossa missão na vida é refletir o mundo como nós o vemos, não importando se são as coisas pequenas da vida ou os grandes desafios globais que vemos. Para mim é muito importante colocar o quanto for possível de sentimentos e emoções na música que escrevo, e essa é sempre a prioridade maior.

Após eu ter escrito 12-13 músicas para “Road Back to Ruin”, eu as gravei e mandei para os rapazes da banda. Mais tarde, nos encontramos e completamos os arranjos. E isso sempre tem feeling fantástico! Experimentar a música que você escreveu sozinha na floresta, e ver as canções se tornando poderosas e independentes em uma banda é uma experiência absolutamente incrível!


Heidi e Gustav Eidsvik
MMG: A qualidade Sonora de “Road Back to Ruin” é realmente excelente, unindo um feeling organic e cru com uma aparência moderna e limpa.  E é outra diferença do trabalho do PRISTINE em relação a grande parte das bandas atuais de Classic Rock. Desta forma, podemos dizer que o produtor Øyvind Gundersen e o técnico Christian Engfelt tiveram um papel importante nesse aspecto? Soar dessa forma foi uma decisão da banda, ou foi um acordo entre ambas as partes?

Heidi: Obrigado! Øyvind Gundersen e Christian Engfelt realmente entenderam onde nós queríamos chegar em termos de música e expressão. E isso foi uma coisa muito importante para nís, e totalmente essencial no processo criativo de gravar um álbum.

Øyvind trabalhou antes com muita música de inspiração eletrônica, Folk music, Pop e outros gêneros, e isso foi uma belíssima contribuição para nosso disco. Ele veio para este projeto de mente aberta e com uma atitude que foi criativa e inovadora. Amamos isso e estamos muito felizes com essa colaboração!


MMG: Pode ter parecido estranhas algumas comparações do trabalho do PRISTINE  feitas acima, mas foram feitas porque Classic Rock parece ser uma tendência na música desde 2 ou 3 anos atrás. Como eu disse antes, vocês são diferentes e possui um trabalho pessoal, logo, pode comentar o que faz “Road Back to Ruin” soar tão bem e cheio de identidade?

Heidi: O PRISTINE sempre tem gravado os instrumentos principais (bacteria, guitarras, baixo, vocais) ao vivo em estúdio. E esse rapidamente se tornou nosso método, e também se tornou um tipo de marca registrada nossa, eu diria.

Acho que isso tem muito a ver com as impressões dos ouvintes de som e música. Nós simplesmente AMAMOS fazer shows ao vivo, e fazendo gravações ao vivo em estúdio se tornou uma maneira de pôr aquela energia e feeling em um disco. É uma forma intuitiva de gravar, totalmente oposta a de gravar música em camadas (primeiro a bateria, depois o baixo, então as guitarras, e etc). Nós entramos em uma grande sala e ensaiamos as músicas 1 ou 2 vezes, e então apertamos o “gravar”. É um sentimento intenso, e você realmente fica focado e atento do que te cerca. Esta energia pode ser fantástica na gravação!


Ottar Tøllefsen
MMG: “Sinnerman” e “Bluebird” foram as canções retiradas do album para servirem como videos de divulgação de “Road Back to Ruin”. A pergunta é: por que essas? E quem escolheu: a banda, a gravadora, ou ambos os lados chegaram a um acordo?




Heidi: Tivemos um bom diálogo com a gravadora, e rapidamente concordamos que as canções “Sinnerman”, “Bluebird”, “Cause & Effect” e “Aurora Skies” mereciam uma atenção extra. “Sinnerman” e “Bluebird” são belos Rocks, rápidos e com uma boa energia. E também quisemos mostrar versatilidade e contraste, e escolhemos as duas baladas.


MMG: Ainda sobre “Sinnerman”: parece que o video conta uma estória. Se estou certo, qual é?

Heidi: Haha, sim. Eu amo aquele vídeo! Falamos com um produtor de videos e ele veio com a ideia de fazer um POV (“point of view”, ou “ponto de vista”) visto pelo ponto de vista de um membro da equipe. Ele quis criar um video musical totalmente diferente do padrão “banda-tocando-sua-canção”, e eu realmente me apaixonei pela ideia. Ele tem bastante tempo, ação, elementos divertidos, e eu o amo! Esse é o tipo de video que você quer ver onde ele acaba.

A letra de “Sinnerman” é sobre outro assunto, por sua vez. É sobre entrar no carro, deixar todos os seus problemas para trás e dirigir para suas próximas aventuras. Mas eu gosto do fato que o video possa ser sobre algo completamente diferente.


MMG: “Road Back to Ruin” está sendo lançado no Brasil pela Shinigami Records/Nuclear Blast Brasil. O que acha disso? Se estou correto, é o primeiro disco de vocês lançado aqui, e pode abrir algumas portas.

Heidi: Este é nosso Segundo discos lançado pela Nuclear Blast na Alemanha, mas sim, é o nosso primeiro lançamento no Brasil. E estou realmente animada em apresentar a música ao bom povo do Brasil, e espero que ele possa abrir portas para nós, para podermos ir e fazer uma turnê em seu belo país!


MMG: E como estão as coisas com shows e turnês? Existem expectativas de tocarem fora da Europa por agora? E o Brasil está em seus planos?

Heidi: Temos excursionado bastante pela Europa nesses últimos anos, então estamos trabalhando e estabelecendo contatos em outros mercados enquanto conversamos. E seria fantástico excursionar pelo Brasil! Com certeza, faremos nosso melhor para fazer isso acontecer.


MMG: Bem, é isso. Mais uma vez, quero agradecer pela gentileza e tempo, então, por favor, deixe a mensagem do PRISTINE para os leitores do Heavy Metal Thunder Brasil.

Heidi: Muito obrigado pela entrevista.

Continuem lendo o Heavy Metal Thunder Brasil e esperamos ver vocês logo! Rock on!

Paz e amor,

Heidi Solheim (vocalista e compositora do PRISTINE)


Contatos:



P.S.: O Heavy Metal Thunder Brasil gostaria de agradecer a Shinigami Records e a Marcos Franke (da assessoria de imprensa da Nuclear Blast Brasil) pela oportunidade de entrevistar Heidi Solheim (and thank a you a lot, Heidi).

Veja os vídeos de “Sinnerman”, “Bluebird”, “Cause & Effect” e “Aurora Skies”, canções de “Road Back to Ruin”.


Sinnerman



Bluebird



Cause & Effect



Aurora Skies