Como todo bom
fã de Metal já sabe, fazer estilos extremos no Brasil é uma tradição. Desde que
SEPULTURA, DORSAL ATLÂNTICA, VULCANO
e outros lançaram seus primeiros trabalhos, houve a instituição da “escola”
brasileira do gênero, e é quase que os moldes do DNA do Metal por aqui.
Por isso,
bandas como o quinteto HAMMATHAZ (de
Sorocaba, SP) surgem bastante por aqui. E o grupo soltou o Single “So
It Comes”, para mostrar o que o público pode esperar deles.
Análise
geral:
Na estrada desde
2003, o Death Metal que o grupo faz tem um jeitão tradicional e com melodias
que lembraram as fases mais iniciais do AMON
AMARTH, embora influências de bandas de Gotemburgo estejam presentes em
alguns momentos.
Dessa forma, o
que se tem no Single é algo que soa bruto e com certo toque da Velha Guarda do
estilo, mas com influências modernas, dando uma atualizada bem feita ao produto
final.
Arranjos/composições:
Fazer esta
ligação entre o passado e o presente é algo não muito simples de conseguir, mas
o HAMMATHAZ mostra talento para
fazer isso sem pudores. Mas ao mesmo tempo, soa bruto e explosivo, com boas
mudanças de ambientação.
Nos arranjos,
a banda prefere fazer algo mais simples, direto e eficiente, priorizando o
impacto sonora à exibições de técnica. E assim, tudo doa forte e vigoroso,
embora a banda ainda tenha mais para mostrar de seu talento.
Qualidade
sonora:
Soando
moderno e pesado, se percebe que o trabalho no estúdio na canção foi intenso.
Tudo para que soasse bruto e agressivo, com tons instrumentais em baixa
afinação, mas claro e fácil de compreender. Mas é justamente da sonorização
equilibrada que flui a atmosfera moderna do grupo.
Arte
gráfica/capa:
Apocalíptica
e bem feita é a arte da capa do Single. E chama a atenção do ouvinte,
transpirando a agressividade da canção.
Destaques
musicais:
O quinteto
mostra em “So It Comes” que ainda precisa evoluir mais um pouco, pois
apesar do trabalho muito bom nos instrumentos e vocais, e da canção mostrar
peso e energia, ela ainda soa um pouco crua e primária, sem ter sido totalmente
lapidada.
Mas é fato
que o grupo tem talento e potencial musical (reparem como o refrão é ótimo,
transpirando algumas influências de Groove Death Metal), com ótimos solos e
riffs, baixo e bateria estão mostrando ótima técnica e boas mudanças de tempo,
e o vocal é de primeira (o uso de gutural e timbres gritados esganiçados é um
ótimo recurso, mas alguns tons não convencionais poderiam levá-los a outro
nível).
Conclusão:
O HAMMATHAZ tem futuro, e “So
It Comes” parece estar antecedendo o primeiro álbum deles, logo, este
Single é para deixar os fãs do gênero à espera de coisa boa, pois a banda
realmente é uma promessa e tanto.
Falar sobre a
guerra é um ato necessário. É preciso deixar como herança das futuras gerações
um conhecimento profundo (e real) dos males que elas acarretam. Repetindo as
clássicas palavras de uma velha estória em quadrinhos, “na guerra, o único
vencedor é a morte”.
Não, ninguém
é fascista ou opressor ou outra coisa do tipo porque lida com temas que muitos
ficam com medo de tratar (talvez porque possam destruir ilusões). É uma
obrigação, e nisso o quinteto sueco SABATON
é uma ponta-de-lança, pois lidam com o tema em todos os seus discos. E em “The
Great War”, novo disco do grupo, não poderia ser de outra forma. Aliás,
parabéns à aliança entre a Shinigami
Records em conjunto com a Nuclear
Blast Brasil lançam aqui em duas versões: a versão Jewelcasecomum e a “hystory
version” em versão Digipack, que possui narrativas entre cada uma das canções.
Análise
geral:
Desde que
conseguiu consolidar e refinar sua fórmula musical na trinca “The
Art of War” (2008), “Coat of Arms” (2010) e “Carolus
Rex” (2012), além de uma reformulação em suas fileiras pouco depois
(somente o vocalista/tecladista Joakim
Brodén e o baixista Pär Sundström permaneceram), o Heavy/Power Metal do
quinteto não mudou muito, nem mesmo com a entrada do guitarrista Tommy Johansson no lugar de Thobbe Englund (que agora se dedica à
banda que leva seu nome, e que acabou de lançar um tributo ao JUDAS PRIEST chamado “Hail
to the Priest”). E isso mostra solidez.
Basicamente,
é o mesmo jeito melodioso e cheio de energia de sempre, baseado em canções de
simples assimilação (daquelas que marcam o ouvinte e que todos cantam nos shows),
em cada refrão sendo feito para o bom e velho “bateu, ficou”, e em um fluxo de
energia constante e pegajoso.
Mas há uma
ambientação alegre e divertida, completamente alto astral, o que é válido em
tempos em que, cada vez mais, a música está perdendo esse elemento importante.
Capa da “History Version”
Arranjos/composições:
Mesmo
percebendo que a banda lapida muito bem suas composições e coloca uma forte
carga emocional no que faz, nada em “The Great War” soa complicado ou
excessivo. É na justa medida, com guitarras caprichando em riffs marcantes e
solos simples (mas eficientes), um trabalho forte e encorpado na base rítmica
(baixo e bateria conduzem bem os ritmos e possuem boas mudanças aqui e ali, sem
complicar as canções), os teclados atualmente mais criam ambientações do que
algo que soe pedante (embora mostrem mais diversidade de timbres); e vocais com
sua aproximação grave característica.
Mas ao mesmo
tempo, “The Great War” parece mais solto e espontâneo que os discos
anteriores, e assim, mais seguro e sólido.
E pela
primeira vez desde “Carolus Rex”, os suecos usam o expediente de um disco focado
em um conceito único (embora não exista conectividade entre as letras de cada canção
de forma objetiva), sendo esse focado totalmente na Primeira Guerra Mundial (que
também era chamada de A Grande Guerra ou Guerra das Guerras antes de Segunda
Guerra Mundial, e que serão abreviadas para WWI e WWII durante o restante da
resenha).
Qualidade
sonora:
Pela primeira
vez desde “The Art of War”, a banda optou por usar outro produtor, embora
não seja um desconhecido. Dessa vez, Jonas
Kjellgren (que já está no time desde o ao vivo “World War Live: Battle of the
Baltic Sea”, de 2011), que trabalhou masterizando (e mixando os discos
ao vivo do grupo) sentou-se na cadeira de comando e guiou o grupo, além de
mixar.
Talvez esse
seja o ponto da virada, pois a sonoridade limpa e fluida de “The
Great War” encaixou com toda ambientação mais leve e solta, mas sem que
peso e a devida dose de agressividade fossem deixados para trás.
Aliás, tudo
ficou mais bem definido, com tudo audível e apresentando timbres instrumentais
excelentes.
Arte
gráfica/capa:
O trabalho de
Péter Sallai ficou excelente, e na
capa, a verdade é clara: só sabe a dor e o desespero que uma guerra pode causar
é quem luta nela. Ainda mais a perspectiva for sobre a triste WWI e seu legado
tenebroso: os primeiros usos de armas químicas fatais (o gás de cloro, usado
pela primeira vez em 22/04/1915 pelo exército alemão, e que matou 5000 pessoas
e feriu mais 10000, algo proibido pelas convenções de Haia de 1899 e 1905,
início), as aparições de tanques de guerra, aviões, comunicações sem fio, submarinos
(durante a fase naval).
É de fazer qualquer
ser humano com um mínimo de sentimentos chorar de amarga tristeza...
Destaques
musicais:
SABATON preparando suas táticas (foto: Tallee Savage)
Gá de Cloro,
guerra das trincheiras, Passchendaele (ou Terceira Batalha de Ypres), os
genocídios de armênio, gregos e assírios cometidos pelo Império Otomano (talvez
os primeiros ecos da Shoá da WWII) e
outros são de conhecimento geral e estão associados à WWI, bem como ás tristes
lembranças registradas sobre esses nomes e eventos. E os horrores dessa guerra são
narrados em “The Great War”. E como sempre, a banda complica a escolha de
melhores canções.
“The Future of Warfare” abre o disco com uma canção baseada
bastante em teclados simples e guitarras cheia de energia (e a letra narra o
uso de tanques de guerra pela primeira vez em uma batalha, ocorrido na Batalha
de Flers-Courcelette, de 15 a 22/09/1916), energia essa que permeia as melodias
pegajosas de “Seven Pillars of Wisdom”, onde os teclados criam um fundo
perfeito para as guitarras e vocais (um refrão marcante, solo bem feito, e a
letra remete a Lawrence da Arábia, militar
britânico que atuou na Revolta Árabe, de 1916-1918). Em “82nd All the Way”,
novamente a banda cria um hit com refrão forte e boas conduções rítmicas (a
letra é sobre o ousado sargento Norte-Americano Alvin York, cujos atos heróicos na Ofensiva Meuse-Argonne lhe
rendeu as maiores condecorações de seu país a um militar na WWI), e é seguida
pela climática e intensa “The Attack of the Dead Men”, cheia
de passagens um pouco mais lentas e grudentas (letra: o tema é a dura
resistência do exército russo à ofensiva alemã na Fortaleza de Osowiec, uma
luta encarniçada que durou meses, e pode ter antecipado o espírito de luta de
ambos os países mostrado na Batalha de Stalingrado, na WWII). “Devil
Dogs” mostra uma estruturação harmônica e melódica bem semelhante a “Smoking
Snakes” (de “Heroes”, de 2014), ou seja, é um Heavy/Power Metal grandioso e
empolgante, guiado por uma marcação sólida de baixo e bateria (A letra retrata
a Batalha da Floresta de Belleau, de 1-26 de junho de 1918, e que teve uma
participação essencial dos fuzileiros navais norte-americanos). As 80 vitórias
de Manfred von Richthofen (o aviador
alemão conhecido como o Barão Vermelho,
o grande ás da WWI), uma canção também grudenta por conta de sua levada simples
e direta, mostrando ótimos vocais (além do som de Hammond dos teclados, algo
inédito para o grupo). “Great War” é épica e mostra certa
melancolia em seus teclados e riffs, sem mencionar o uso de contrastes de
partes de teclados e voz com outras mais grandiosas (cuja letra narra a WWI do
ponto de vista de quem lutou, ou seja, os horrores e traumas causados por quem
esteve no “front”). O sniper Francis
Pegahmagabow, atirador de elite canadense e o maior da WWI em sua categoria,
é celebrado por sua intrepidez e feitos em “A Ghost in the Trenches”, uma ótima
canção alto astral, cheia de um trabalho ótimo de guitarras e vocais. A vitória
francesa sobre o exército alemão na Batalha de Verdun (21/02/1916 a 18/12/1916,
a mais longa batalha de toda a WWI) é contada na pegajosa e incendiária “Fields
of Verdun”, outra em que a energia do grupo estoura os medidores de
volume (novamente, guitarras ótimas e refrão marcante). “The End of the War to End All
Wars” mostra um lado mais melancólico/épico das melodias do grupo, com ótimos
riffs e vocais, enquanto baixo e bateria exibem força nos andamentos (o nome da
canção, “o fim da guerra para acabar com todas as guerras” vem de um bordão
usado na WWI, antes idealista, hoje meramente depreciativo, e a letra aborda o
alto custo da WWI: entre 15 e 20 milhões de mortos). O triste outro “In
Flanders Fields” encerra o disco, um lamento poético escrito pelo
Tenente-Coronel canadense John McCrae
em 03/05/1915, após perder um amigo. Ele é usado até hoje em celebrações pelos
mortos na WWI em seus países.
Em um ato de homenagem
pelos que perderam suas vidas, eis a tradução do poema:
Nos
campos de Flandres, as papoulas florescem
Entre
as cruzes, linha a linha,
Que
marca nosso lugar; e no céu
As
cotovias, ainda bravamente cantando, voam
Escassamente
ouvidas em meio às armas abaixo.
Nós
somos os mortos. Dias curtos atrás
Nós
vivemos, sentimos o amanhecer, vimos o brilho do pôr do Sol,
Amamos
e fomos amados, e agora nós jazemos
Nos
campos de Flandres.
Assuma
nossa briga com o inimigo:
Para
vocês, de mãos trêmulas, nós passamos
A
tocha; seja sua para elevá-la bem alto.
Se
você quebrar a fé conosco que morremos
Nós
não dormiremos, embora as papoulas floresçam
Nos
campos de Flandres.
Talvez este
seja o maior legado de “The Great War” aos fãs: entender ao
que conflitos podem levar, e a importância de manter a paz...
Conclusão:
Mesmo com os
horrores da WWI, “The Great War” mostra mais uma vez que o SABATON está vivendo um ótimo momento de sua carreira, e que tem tudo para se tornar um dos pilares do Metal dos próximos anos.
No que se
convencionou chamar de vertentes modernas de Metal, existem (como em todas as
subdivisões que se possa pensar), bons nomes e outros nem tanto. E um gênero
que tem começado a mostrar a cara é o que se convencionou chamar de Modern Hard
Rock, ou seja, a mistura da agressividade jovial dos estilos modernos mixada à
melodias pegajosas e músicas mais simples.
E é
justamente assim que vem o BRADO,
quarteto de SP, que chega com uma pancada bem dada, o disco “We
Are”.
Análise
geral:
O trabalho do
BRADO pode ser comparado ao de bandas
modernas cujas melodias são bem apuradas, mas cuja energia e adrenalina são
claras, e sem deixar de ter suas doses homeopáticas de agressividade. Algo no
mesmo jeitão do STORMBRINGER inglês,
apenas mais diversificado e eclético que este.
Óbvio que
muitos fãs de coisas mais antigas vão reclamar, mas no geral, o trabalho do
quarteto é muito bom.
Arranjos/composições:
É bom que se diga
que o grupo sabe mixar um approach
duro e pesado com melodias pegajosas, além de ostentar uma energia enorme. Tudo
vindo de um trabalho técnico que dista do exagero, mas sem ser simplista.
Basicamente, o que guia a capacidade de arranjar suas músicas de maneira
arrojada e eficiente, sem que nada esteja faltando ou seja excessivo.
Qualidade
sonora:
Verdade seja
dita: tudo que passa pelo estúdio Fusão
VM&T já causa grandes expectativas em termos de sonoridade, e “We
Are” não é diferente, pois tudo é de alto nível.
Tudo está
soando claro e bem definido, com os timbres mais corretos possíveis, mas sempre
com as doses certas de distorção (para que a música do grupo tenha
agressividade).
Arte
gráfica/capa:
Carlos Fides (da Artside Digital Studio) criou uma arte bonita, com impacto visual
que realmente chama a atenção do ouvinte.
Destaques
musicais:
Verdade seja
dita: a experiência musical de alguns integrantes do grupo (HARPPIA, J-ROX, entre outros) faz a
diferença, fazendo com que toda a fusão de gêneros que se ouve em “We
Are” (Heavy Metal tradicional, Hard Rock, Glam Metal, Metalcore e
outros podem aparecer conforme se ouve mais e mais o disco) seja coesa.
Melhores momentos:
o conjunto de melodias modernosas e pegajosas de “Gimme a Reason” (bons
riffs de guitarra), o grude nervoso e intenso de “Just One” (que mesmo com
toda a agressividade que tem, mostra melodias ótimas e um refrão grudento), o
toque de acessibilidade Heavy/Pop de “Guiding Your Way” (quase uma canção
para adolescentes, e por isso mesmo, muito boa, e com vocais muito bons), a
balada envolvente e cheia de harmonias em “Everything… is Pain”, o peso
introspectivo e ácido de “King of Your Mind”, e a pancada que
mixa elementos de Hard Rock e Metal tradicional moderno “Don’t Lose Your Mind”(trabalho peso pesado de baixo e
bateria). Basicamente, o disco inteiro é muito bom, e essas servem como
referência para as primeiras audições.
Ah, sim, o álbum pode ser ouvido nas seguintes plataformas digitais:
Fechando, é
bom ver uma banda com um jeito diferente do usual como o BRADO. E assim, “We Are” tende a ser muito bem
recebido pelo público mais jovem e os de mente mais aberta, tanto aqui quanto
fora do Brasil.
Muitas vezes,
a inclinação do Metal brasileiro às tendências mais extremas acaba cansando
muitos fãs. A overdose de brutalidade em termos musicais pode ou fazer um
banger largar tudo em certa altura de sua vida dentro do cenário, ou levá-lo a
ouvir algo diferente. Por isso a existência de estilos mais melódicos é tão
importante (e esse mecanismo pode ser na forma inversa da mesma forma).
Apesar de não
ser inovador, o quarteto TREND KILL
GHOSTS, de Guarulhos (SP) mostra um trabalho bem legal em “Kill
Your Ghosts”, primeiro disco do grupo.
Análise
geral:
O grupo foca
seus esforços em criar um jeito deles de fazer Heavy/Power Metal tradicional,
ou seja, seguindo os passos de nomes como HELLOWEEN,
EDGUY e outros nessa mesma pegada. Por isso, a banda soa melodiosa, com um
trabalho instrumental eficiente (e tecnicamente sóbrio), mas com boa dose de
peso.
Sim, apesar
de não ser nada de novo, é muito bom e fácil de ser absorvido por nossos
sentidos.
Arranjos/composições:
Evitando
exageros técnicos ou velocidades estratosféricas, o grupo mostra força e peso,
com arranjos de fácil assimilação pelos ouvintes. Vocais competentes (inclusive
com alguns urros guturais aqui e ali, como em “Like Animals”), bons
riffs de guitarra, baixo e bateria com boa dose de peso e boa variação de
tempos, tudo nas medidas certas. Ainda existem teclados aqui e ali que são bem
sacados, verdade seja dita.
Mas um dos
pontos interessantes do grupo: as melodias da banda evitam complexidades
extravagantes. Todas são fáceis de assimilar, deixando o ouvinte preso à poltrona,
sem conseguir se desvencilhar do disco.
Qualidade
sonora:
Por ser um primeiro
disco, e ainda por cima independente, a qualidade sonora de “Kill
Your Ghosts” não está 100% à altura do que o grupo faz. Ainda crua
demais para o que eles fazem, que exigiria algo mais limpo. Óbvio que está em
bom nível, mas não é aquilo que a banda merece.
E por “bom”,
entenda-se que não é ruim, mas também não é excelente.
Arte
gráfica/capa:
Eis o momento
clichê do grupo, pois a capa mostra uma arte que vem do universo de fantasia
medieval/hiboriana que se conhece dos quadrinhos de Conan e da obra de Tolkien.
É um recurso já erodido, mas que sempre funciona quando a música é boa.
E no caso do TKG, é muito boa.
Destaques
musicais:
Pode-se dizer
que
“Kill Your Ghosts” dá a impressão de ser um disco nascido de uma banda
jovem (o que de fato o é, pois foi fundada em 2018), pois se percebe que estão
sedimentando seu estilo e buscando algo mais próprio.
Se destacam
entre todas: o peso melodioso e sinuoso (em termos de melodias) de “Like
Animals”, a pegada Heavy/Power Metal tradicionalíssima de “Fight”
(cheia de partes pesadas contrastando com momentos melodiosos em que vocais e
baixo aparecem bastante), o trabalho mezzo
Power Metal e mezzo Prog (por conta
da ambientação) mostrado em “Deceivers” (os vocais podem parecer
um pouco “mais do mesmo” para os ouvintes, mas mostram uma força e energia bem
próprios), a energia fogosa e com jeito de Metal tradicional moderno de “Ghost’s
Revolution” (que tem a presença de Ralph
Scheepers nos vocais), e o peso suave e envolvente de “Belief” (guitarras muito boas). Mas o disco inteiro é uma
experiência agradável e positiva para todos.
Conclusão:
Dessa forma,
é preciso aferir que “Kill Your Ghosts” é um bom disco de
estréia, e mostra que o TREND KILL
GHOSTS tem muito potencial, e com certeza, muito a oferecer em um futuro
bem próximo.