quinta-feira, 14 de março de 2019

DEE SNIDER - Sick Mutha F**ckers: Live in the USA


Ano: 2019 
Tipo: Full Length 
Nacional 


Tracklist: 

1. What You Don’t Know (Sure Can Hurt You) 
2. The Kids Are Back 
3. Stay Hungry 
4. Destroyer 
5. I Am (I’m Me) 
6. You Can’t Stop Rock ‘N’ Roll 
7. Medley: Come Out and Play, The Pack, I Believe in Rock ‘N’ Roll, Be Chrool To Your Scuel 
8. We’re Gonna Make It 
9. I Wanna Rock 
10. Wake Up (The Sleeping Giant) 
11. Burn in Hell 
12. Shoot ‘Em Down 
13. Under the Blade 
14. We’re Not Gonna Take It 
15. The Price 
16. S.M.F. 


Banda: 


Dee Snider - Vocais 
Spike - Guitarras, backing vocals 
Keith Alexander - Guitarra base, backing vocals 
Derek “The “Skull” Tailer - Baixo, backing vocals 
Charlie Mills - Bateria, backing vocals 


Ficha Técnica: 

Denny McNerney - Engenharia, Mixagem 
Dave “Iron Road” Marfield - Arte, layout 


Contatos: 

Site Oficial: http://www.deesnider.com/ 
Assessoria: coallier@aol.com (Coallier Entertainment) 
E-mail: 


Texto: “Metal Mark” Garcia



Análise geral: É estranho como, nos tempos atuais, muitos discos ao vivo que andaram escondidos por anos, começam a aparecer (ou reaparecer, no caso de relançamentos). Nos últimos anos, isso se tornou já fato, mas ainda bem que é assim, pois grandes trabalhos que merecem aplausos, enfim, chegam aos fãs.

E a Shinigami Records nos trouxe mais um desses discos ao vivo preciosos, que é “Sick Mutha F**ckers: Live in the USA”, disco ao vivo de DEE SNIDER gravado em 1995 e lançado em 1996, que originalmente se chamava “Twisted Forever - SMF’s Live”. Sim, estamos diante de um relançamento, com uma nova arte, e dessa vez, disponível para todos.

Antes de tudo, é preciso explicar que, na época, Dee havia encerrado as atividades do WIDOWMAKER, e resolveu sair em uma turnê pelos EUA tocando apenas clássicos do TWISTED SISTER, inclusive com a participação do finado A. J. Pero em alguns shows (não nesse especificamente). Sim, isso mesmo: só clássicos do TWISTED SISTER, e com performances brilhantes.


“Aovivabilidade”: Bem, quem conhece Dee Snider há anos sabe que altos níveis de energia são a marca registrada de seus shows, seja com qual banda for.

A verdade é que “Sick Mutha F**ckers: Live in the USA” mostra o mesmo “feeling” ao vivo, sem muitas edições digitais, apenas uma captação, engenharia e mixagem que não vieram para potencializar o som, apenas para mostrar o que ocorreu.

Ou seja, é um disco ao vivo 100% ao vivo!


Qualidade sonora: Justamente pela captação e mixagem terem sido feitas de forma que o conteúdo musical soe o mais próximo possível do que o grupo mostrou no show. A sonoridade é autêntica, inclusive com a participação do público bem óbvia aos ouvidos.


Arte gráfica/capa: Neste “remake” do disco original, temos capa nova, arte nova, e tudo em um formato Digipak muito bonito, evidenciando a figura icônica de Dee Snider.

Setlist: Ah, não é possível... Perguntar ou comentar esse setlist seria algo leviano para qualquer fã de Metal que conheça o trabalho do finado TWISTED SISTER. Aliás, que se diga de passagem: Dee sempre foi uma força criativa enorme no quinteto, e a banda que o acompanhava levou a sério tocar estas músicas o mais próximo possível do original (reparem no som de guitarra mais seco no início de “What You Don’t Know (Sure Can Hurt You)” para ter uma ideia clara desse aspecto).

O que é admissível falar desse setlist: faltaram alguns clássicos, mas isso teria que transformar o show de mais de uma hora (1:13:13, sendo mais exato) teria que virar um show de 3 horas! E lembrando que nem mesmo “Stay Hungry Live” ou “Live At Wacken - The Reunion” possuem um show tão longo quanto o que é apresentado em Sick Mutha F**ckers: Live in the USA.

Aliás, pode-se dizer que as canções escolhidas são o suprassumo do que o finado TWISTED SISTER gravou em seus 5 discos (até mesmo do tão criticado “Love is for the Suckers” existe material presente, no caso, “Wake Up (The Sleeping Giant)”). 

O disco já começa com uma trinca clássica de peso: “What You Don’t Know (Sure Can Hurt You)” (a energia deve explodir os medidores de volume, já que além de Dee estar ótimo, o público recebe a banda gritando efusivamente), “The Kids Are Back” (um Hard ‘n’ Roll pesado e empolgante) e “Stay Hungry” (veloz e cheia de energia, que ao vivo soa ainda mais poderosa que em estúdio, é aquela mistura do peso do Heavy Metal com as melodias e refrão grudento do Hard/Glam). Após um discurso cheio de palavrões, como costumeiro de Dee Snider (e que já lhe causou problemas legais nos anos 80), vem o peso cadenciado e bruto de “Destroyer” (baixo e bateria estão perfeitos). Para equilibrar as coisas, vem a acessível e empolgante “I Am (I’m Me)” e a clássica “You Can’t Stop Rock ‘N’ Roll” (um hino à rebeldia recheado de guitarras excelentes). Para economizar tempo de show, em seguida tem-se um medley de canções de “Come Out and Play”, com trechos da faixa-título, de “Leader of the Pack” (um cover do THE SHANGRI-LAS, e que no disco é chamada simplesmente de “The Pack”), “I Believe in Rock ‘N’ Roll”, e a engraçadinha “Be Chrool To Your Scuel” (um divertido Rock básico à lá anos 50, que aqui ficou mais seco, sem os instrumentos de sopro da versão original de estúdio). Agora, a pancadaria entra em cena com o peso empolgante de “We’re Gonna Make It” e da famigerada “I Wanna Rock” (uma das mais icônicas canções do TS de todos os tempos). Recebida com aplausos, “Wake Up (The Sleeping Giant)” é uma pancada pesada à lá AC/DC, com um refrão de primeira e uma energia enorme. Mais um hino do grupo vem em seguida, a pesada e densa “Burn in Hell” (cheia de boas mudanças de ritmo), e na sequência, a acessível e grudenta “Shoot ‘Em Down”. Depois desse momento de diversão, vem a dobradinha que o PMRC perseguiu nos anos 80: a vibrante e polêmica “Under the Blade” (que guitarras!), e o maior clássico do grupo, “We’re Not Gonna Take It” (essa inclusive foi listada no “Filthy Fifteen” do PMRC), onde o público participa bastante. Para dar um “break”, temos a semi-balada “The Price”, e fechando, o tributo aos fãs em “S.M.F.” (que era o nome do fã-clube do TS nos anos 80), uma tijolada bem agressiva e com uma energia toda própria (outra que fica mais explosiva ao vivo que na versão de estúdio).

Pode parecer uma análise de um disco do TWISTED SISTER, mesmo com a menção de fatos da carreira do grupo, mas não seria Dee o herdeiro de todo esse legado, uma vez que os companheiros da formação clássica parecem estar sem planos de trabalharem com banda tão cedo? Tirem suas próprias conclusões.


Conclusão: No mais, “Sick Mutha F**ckers: Live in the USA” é um senhor disco ao vivo que mostra o quanto DEE SNIDER esteve ativo enquanto seus companheiros no TWISTED SISTER estiveram mais quietos nos anos 90. E merece aplausos!

Nota: 98%


We’re Not Gonna Take It



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terça-feira, 12 de março de 2019

CHROME DIVISION - One Last Ride…



Ano: 2019
Tipo: Full Length
Nacional


Tracklist:


1. Return from the Wastelands
2. So Fragile 
3. Walk Away in Shame
4. Back in Town
5. You Are Dead to Me
6. The Call
7. I’m on Fire Tonight
8. Staying Until the End
9. This One is Wild
10. One Last Ride
11. We Drink
12. Towards the Unknown
13. Esta Noche Va a Quemar


Banda:


Eddie Guz - Vocais
Shagrath - Guitarras, baixo, backing vocals
Damage Karlsen - Guitarra solo, baixo, backing vocals
Tony White - Bateria, percussão


Ficha Técnica:

Chrome Division - Produção
Hugo Alvarstein - Mixagem, masterização
Miss Selia - Vocais em “Walk Away in Shame” e “This One is Wild”
Tony Midi - Arte da capa
Marcelo Vasco - Artwork, layout


Contatos:

Site Oficial:
Facebook: https://www.facebook.com/chromedivision
Instagram: https://www.instagram.com/chromedivision/
Assessoria:
E-mail:

Texto: “Metal Mark” Garcia



Introdução: Algumas bandas entendem quando se chega ao fim de sua existência, é melhor mesmo pendurar as chuteiras e manter a dignidade. E em um sentido oposto a tantos gigantes que andam caducando pelos anos de atividade e atual falta de criatividade, os ases do CHROME DIVISION resolveram cessar as atividades, lançando seu último álbum, “One Last Ride...”, que a parceria entre a Shinigami Records e Nuclear Blast Brasil tornou mais acessível para os fãs brasileiros.

Mas a que viria o agora quarteto em seu derradeiro “Full Length”?


Análise geral: É fato que não se poderia esperar outra coisa que não fosse o bom e velho Rock ‘n’ Roll sujo, denso e melodioso de sempre, apenas com um “insight” mais limpo (algo que já vinha acontecendo de forma gradual desde “3rd Round Knockout”). A surpresa é que para fechar o ciclo, o vocalista original do grupo, Eddie Guz, retornou, trazendo aquele jeito rasgado de cantar que impressionou a todos nos primeiros discos do grupo.

A verdade é que “One Last Ride...” é a continuidade do que a banda já vinha fazendo, mas sempre com alta qualidade. E sim, é uma maneira de fechar o ciclo em alto nível!


Arranjos/composições: Não esperem algo diferente de um misto entre AC/DC e MOTÖRHEAD personalizado, cheio de arranjos de muito bom gosto, uma chuva de refrães grudentos e fáceis de cantar com o grupo. Nada que já não tenham feito em todos os seus discos anteriores, apenas guiados por um senso de melodia mais apurado, não tão selvagem como no início.

Tecnicamente falando, eles não fazem nada que seja rebuscado ou pedante, pois nem é o foco do disco. Aqui, é energia para colocar os medidores de volume do aparelho de som nos níveis mais altos o tempo todo. Aliás, o disco foi gravado sem um baixista, já que Shagrath e Damage Karlsen se alternaram nas partes das quatro cordas.


Qualidade sonora: A produção é do próprio quarteto, tendo as mãos de Hugo Alvarstein na mixagem e masterização. O mais incrível é que a sonoridade de “One Last Ride...” é bem definida e limpa, permitindo que as melodias soem claras aos ouvidos, mas aquela dose de sujeira essencial para eles vem dos tons instrumentais (que nem estão tão carregados como no passado).


CHROME DIVISION
Arte gráfica/capa: A capa é de Tony Midi, trabalhada em preto, branco e cinza de uma forma bem direta, mostrando o conteúdo explicitamente descompromissado da música. Agora, sempre quando a arte de Marcelo Vasco aparece (encarte e layout), é certeza de algo muito bom, mesmo estando meio diferente de seu estilo usual (aliás, nesse jeitão mais simples, ficou ótimo e versátil).


Destaques musicais: A verdade é que esses quatro “die hard bikers” do Rock ‘n’ Roll mostram sua energia ácida e divertida em alto nível, e ainda continuam crus e pesados. E nas 13 canções que destilam em “One Last Ride...”, se destacam:

“So Fragile”: é um dos hits do disco. Mesmo com seu jeito direto e espontâneo, mostra alguns refinamentos como duetos de guitarras. E que refrão grudento!

“Walk Away in Shame”: um torpedo em tempo mediano, recheado de ótimos riffs e uma técnica musical sóbria. Vocais e backing vocals excelentes, além de uma sinuosidade opressiva (e que belos vocais femininos da convidada Miss Selia, uma cantora Pop).

“Back in Town”: um pouco do feeling cru e espontâneo dos tempos de “Doomsday Rock ‘n Roll” surge nessa canção. Ótimos solos de guitarra à lá “Fast” Eddie Clarke, e as linhas melódicas grudam nos ouvidos e não saem mais.

“I’m on Fire Tonight”: nos riffs iniciais, sente-se uma aura Rock setentista quase que subjetiva, antes do quebra-pau intenso e ríspido, aquele jeitão agridoce que as melodias do grupo trazem sempre. E que peso na base baixo-bateria!

“Staying Until the End”: um típico Heavy Rock cheio de testosterona, com um ritmo entre o veloz e o cadenciado bem empolgante. O refrão marcante é uma marca da banda, e uma energia crua fluindo das guitarras que vai levar os fãs à loucura.

“This One is Wild”: uma das canções mais acessíveis do disco, com melodias mais simples e próximas do Rock ‘n’ Roll clássico. É daquelas que se ouve e não é possível ficar parado, e que vocais!

“One Last Ride”: mais uma em que a pancadaria Hard ‘n’ Roll raivoso e nocivo aos ouvidos mais puritanos. Novamente refrão com backing vocals de primeira e duetos de guitarra muito bons.

“We Drink”: mais uma vez o grupo referencia a si mesmo, pois esta adrenalina Rock ‘n’ Roll crua e empolgante lembrará o ouvinte dos tempos de “Doomsday Rock ‘n Roll” e “Booze, Broads and Beelzebub”. Impossível não se empolgar com o refrão.

Mas é preciso dizer que “Esta Noche Va a Quemar” (uma versão cantada em espanhol de “I’m on Fire Tonight”) é excelente como a original, e é também um tributo do grupo aos fãs da América do Sul.


Conclusão: Mesmo não estando no mesmo patamar dos clássicos “Doomsday Rock ‘n Roll” e “Booze, Broads and Beelzebub”, “One Last Ride...” é um disco e tanto, mas uma despedida que deixará em muitos aquela sensação de “quero mais”.

Esperemos que eles mudem de ideia um dia, mas até lá, deixaram uma discografia ótima para todos.


Nota: 92%


Walk Away in Shame



I’m on Fire Tonight



One Last Ride



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segunda-feira, 11 de março de 2019

ACCEPT: Symphonic Terror - Live at Wacken 2017


Ano: 2019
Tipo: 2CD+DVD
Nacional


Tracklist:


Disco 1 (DVD):

Parte 1 - Accept:

1. Die by the Sword
2. Restless and Wild
3. Koolaid     
4. Pandemic
5. Final Journey

Parte 2 - Headbanger’s Symphony:

6. Night on Bald Mountain
7. Scherzo
8. Romeo and Juliet
9. Pathétique
10. Fouble Cello Concerto in G Minor
11. Symphony No. 40 in G Minor

Parte 3: Accept with Orchestra:

12. Princess of the Dawn
13. Stalingrad
14. Dark Side of My Heart
15. Breaker
16. Shadow Soldiers
17. Dying Breed
18. Fast as a Shark
19. Metal Heart
20. Teutonic Terror
21. Balls to the Wall
22. Making of: Wacken                   
23. Making of: Headbanger’s Symphony                       


Disco 2 (CD):

1. Die by the Sword                         
2. Restless and Wild                       
3. Koolaid                  
4. Pandemic                          
5. Final Journey                   
6. Night on Bald Mountain                        
7. Scherzo                 
8. Romeo and Juliet                        
9. Pathétique                        
10. Double Cello Concerto in G Minor                
11. Symphony No. 40 in G Minor                         


Disc 3 (CD):

1. Princess of the Dawn                 
2. Stalingrad                         
3. Dark Side of My Heart                
4. Breaker                  
5. Shadow Soldiers                         
6. Dying Breed                     
7. Fast as a Shark                
8. Metal Heart                       
9. Teutonic Terror                 
10. Balls to the Wall


Banda:


Mark Tornillo - Vocais
Wolf Hoffmann - Guitarras, guitarras em “Headbanger’s Symphony”
Uwe Lulis - Guitarras
Peter Baltes - Baixo
Christopher Williams - Bateria, bateria em “Headbanger’s Symphony”


Ficha Técnica:

Phillip Shouse - Guitarras em “Headbanger’s Symphony”
Daniel Silvestri - Baixo em “Headbanger’s Symphony”
Melo Mafali - Teclados em “Headbanger’s Symphony”, arranjos orquestrais
Czech National Symphony - Orquestra em “Headbanger’s Symphony” e “Accept with Orchestra”
Miguel Augusto - Gravação
Péter Sallay - Arte da capa
Kerstin Winkle - Artwork, layout


Contatos:

Assessoria:  
E-mail:  

Texto: “Metal Mark” Garcia


Introdução: “Uma tradição de muitos anos dentro do Metal” é uma ótima definição usada para se falar de discos ao vivo. Pode-se dizer que, inclusive, são quase que um vestibular, pois para muitos, um disco ao vivo malfeito ou com uma performance ruim pode jogar fora todo o trabalho de qualquer grupo. Mas quando o nome do quinteto germânico ACCEPT é citado, fica óbvio que este teste para eles é sempre motivo de alegrias para os fãs. E fugindo um pouco do esquema tradicional, eles lançaram “Symphonic Terror - Live at Wacken 2017”, que acabou se sair no Brasil graças aos esforços conjuntos da Shinigami Records e da Nuclear Blast Brasil.


Análise geral: O grupo resolveu fazer algo diferente do usual em termos de discos ao vivo, e mesmo daqueles em que existe uma orquestra com a banda. O show tem 3 partes distintas: a primeira é o comum, ou seja, só a banda tocando suas canções; a segunda é instrumental e neoclássica (basicamente, algum material do disco solo do guitarrista Wolf de 2016, “Headbangers Symphony”; e uma inédita; e ele é acompanhado pela Orquestra Nacional da República Tcheca, ou Czech National Symphony, e alguns músicos que gravaram seu disco solo), e a terceira onde o quinteto toca alguns de seus clássicos juntamente com a referida orquestra.

O show foi gravado em 3 de Agosto de 2017 no Wacken Open Air festival, diante de 80000 fãs, sem mencionar os que acompanharam via live stream na época.

O estilo do grupo, como todos já sabem, está consolidado nesses mais de 50 anos de atividade (levando em conta o período em que o grupo era chamado Band X): o bom e velho Heavy Metal melodioso e pesado, com ótimas melodias, corais e backing vocals bem encaixados, ótimo nível técnico, uma energia absurda, tudo focado em guitarras insanas (riffs ganchudoso e solos melodiosos), base rítmica sólida (baixo e bateria com ótima técnica e precisão absurda, e uma pena que este é o último trabalho da banda com o baixista Peter Baltes), e vocais agressivos de primeira. Mas a diferença é: tem a personalidade que moldou o Metal germânico de tal forma que o termo é quase sinônimo de ACCEPT, sem contar que influenciou totalmente o Power Metal e o Speed Metal (e talvez o Thrash Metal).

“Aovivabilidade”: A verdade é que aquilo que se captou na época e o que se tem nesse lançamento é idêntica. Sim, aparentemente não existem muitos acertos de estúdio “Symphonic Terror - Live at Wacken 2017”. Tudo é de alto nível, mas em termos de captação, ou seja, áudio e vídeo são apresentados como o foram no dia.

Qualidade sonora/visual: Chega a ser quase uma heresia ter que falar desse aspecto. Tudo está perfeito, com takes ótimos das câmeras e a captação ficou excelente (a qualidade das imagens é absurda); e o som não fica atrás, inclusive com a participação entusiasmada do público presente. Mais um pouco e a sensação seria de que o fã estaria lá!


Peter Baltes e Wolf Hoffmann
Arte gráfica/capa: Um material de vídeo/áudio assim tem que ter uma arte gráfica de primeira. Não poderia ser de outra forma, e esse formato digipak de oito páginas (ou seja, quatro internas e quatro externas) com uma capa linda e cujo significado do show fica evidente (e é uma referência à capa de uma das edições recentes em CD de “Restless and Wild”). O encarte é cheio de fotos do show, informações sobre o evento, e tudo em 12 páginas belíssimas.


Setlist: é outro ponto excelente do álbum, pois o grupo soube escolher bem quais as canções que seriam apresentadas e em qual momento. Por isso, na primeira parte, apenas com o quinteto, deram mais ênfase na fase mais atual.

Óbvio que faltaram alguns clássicos, mas se fossem relacionados aqui, o leitor teria a clara percepção que o ACCEPT teria que fazer um show de 4 horas, e isso para começar!


Destaques musicais/vídeos: Enquanto muitos veteranos estão dando sinais evidentes de cansaço (e que a aposentadoria merecida está próxima), o ACCEPT está vivendo o melhor e mais criativo momento de sua carreira, esbanjando vontade, energia e juventude. Além disso, na primeira parte do show, eles focam bastante na fase em que Mark faz os vocais (das cinco, somente “Restless and Wild” não o é), e duas vieram do mais recente da banda da época (o ótimo “The Rise of Chaos”).

Da primeira parte, “Accept”, não tem como não ficar arrepiado e de olhos arregalados pela energia e performance do quinteto em “Die by the Sword” (desce a cortina, e o quinteto desce a marreta, com muita movimentação e o público os recebendo como heróis), a clássica “Restless and Wild” (80000 pessoas batendo palmas ao mesmo tempo é algo incrível), os hits “Koolaid” (canção mais amena, com aquela energia crua germânica que só o quinteto tem) e “Pandemic” (a atitude da banda no palco mostra uma espontaneidade que anda escassa nos gigantes nos tempos atuais), e a ótima “Final Journey”.

“Headbanger’s Symphony” vem em seguida. Com um “set” todo instrumental, a presença da orquestra enriquece o show, mostrando a força do disco solo de Wolf, que diferente de muitos que seguem uma linha mais Barroca quando fazem trabalhos dessa forma, preferiu algo mais voltado ao Romantismo. E longe de ser entediante e/ou cansativo, não dá para despregar os olhos e ouvidos!

E se percebe na beleza de “Night on Bald Mountain” (adaptação de uma obra do compositor russo Modest Mussorgsky de mesmo nome), “Scherzo” (outra adaptação, dessa vez da “9ª. Sinfonia” de Beethoven), “Pathétique” (também de Beethoven, escrita originalmente para piano), “Fouble Cello Concerto in G Minor” (que no disco é “Double Cello Concerto in G Minor”, mas que ganhou algo diferente, e cuja base é “Concerto Para Dois Violoncelos em G Menor”, de Vivaldi), e “Symphony No. 40 in G Minor” (que vem de da sinfonia de mesmo nome de Mozart), além das novas “Romeo and Juliet” o quanto os elementos de música clássica fazem parte do Heavy Metal como um todo, especialmente para quem achava que aquele “insert” clássico de “Metal Heart” era obra do acaso ou plágio. Depois disso, talvez alguns dos guitarristas do chamado Neoclássico no Metal entendam que técnica e velocidade não são tudo, e Wolf é um excelente professor.


Fechando o DVD, tem-se “Accept with Orchestra”, ou seja, 10 temas clássicos do quinteto alemão onde são acompanhados por orquestra.

Aqui, a coisa fica ainda melhor, pois velhos clássicos como “Princess of the Dawn” (os arranjos orquestrais ficaram perfeitos sobre as bases de guitarra, e com o público cantando o refrão com a banda), “Breaker” (que foi recuperada, após anos de desuso, pois não foi registrada em discos da atual fase do grupo, onde as cordas da orquestras se encaixam como uma luva), o eterno hino “Fast as a Shark” (já de noite, com muita pirotecnia, uma energia selvagem e o público cantando a introdução com muita vontade), a clássica “Metal Heart” (quem diria que 20 anos depois seria tão idolatrada, pois na época do lançamento do disco, foi considerada um fiasco, e embelezada pela orquestra, sua natureza clássica aflora de vez, o que se percebe claramente durante o solo de guitarra), junto com as recentes “Stalingrad” (que ganhou uma aura elegante, especialmente em seu início), “Dark Side of My Heart” (impossível não agitar em casa, pois as melodias grudam nos ouvidos, com vocais e backing vocals perfeitos), “Shadow Soldiers” (um jeitão mais cadenciado e melodioso envolvente), “Dying Breed” (agressividade e melodia na medida certa, com uma base rítmica sólida que permite que a participação da orquestra dê aquele brilho especial á ela), e “Teutonic Terror” (a canção que ressuscitou a banda após anos inativa, e que se tornou um de seus hits). E nenhum grande show do ACCEPT (talvez nenhum show, melhor dizendo) estaria completo sem “Balls to the Wall”, maior hit do quinteto de todos os tempos (essa repaginada com a atual formação ficou perfeita, e a participação de sopros e cordas só lapidou o que já era perfeito).

Para os que gostam de ouvir um disco sem se prenderem ao vídeo, temos o mesmo “setlist” distribuído em dois CDs, logo, poderão ouvir no carro, na casa dos amigos, no trabalho, enfim, onde bem desejarem.



No DVD, ainda se tem “Making of: Wacken”, onde é mostrado o anúncio do show à imprensa e os planos da gravação de um disco ao vivo, bem como a explicação do que seria o evento, cenas do quinteto ensaiando com a orquestra (com muitas partes bem divertidas), a chegada da turma ao backstage do Wacken e a preparação de tudo por lá, os testes da iluminação e efeitos especiais, o assédio á banda por membros da equipe do festival, a entrada e a saída deles do palco, enfim, muitos extras que são preciosos.

Fechando, o “Making of: Headbanger’s Symphony” mostra o árduo trabalho de se montar toda a estrutura para este show, com depoimentos de Wolf sobre como a música Clássica faz parte de sua música. E tudo entremeado com cenas do show e outras. Sempre bem divertido e informativo.
                         

Conclusão: Como dito antes, enquanto muitos gigantes da mesma época deles já dão sinais de cansaço, o ACCEPT mostra que está vivendo um excelente momento, que ainda tem muito a contribuir ao cenário mundial.

Encerrando, “Symphonic Terror - Live at Wacken 2017” corrobora a frase do caríssimo e querido amigo/irmão Ricardo Batalha (da Roadie Crew): se você gosta de Metal, gosta de ACCEPT. Sem mais!


Nota: +100%


Symphony No. 40 in G Minor:



Breaker:



Shadow Soldiers:



Balls to the Wall:



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sexta-feira, 1 de março de 2019

SOILWORK - Verkligheten


Ano: 2019
Tipo: Full Length
Nacional

Tracklist:

1. Verkligheten
2. Arrival
3. Bleeder Despoiler
4. Full Moon Shoals
5. The Nurturing Glance
6. When the Universe Spoke
7. Stålfågel
8. The Wolves are Back in Town
9. Witan
10. The Ageless Whisper
11. Needles and Kin 
12. You Aquiver

“Underworld” Bonus EP

13. Summerburned and Winterblown
14. In this Master’s Tale
15. The Undying Eye
16. Needles and Kin (versão original)


Banda:



Björn “Speed” Strid - Vocais
David Andersson - Guitarras, baixo, piano
Sylvain Coudret - Guitarras
Sven Karlsson - Teclados
Bastian Thusgaard - Bateria, percussão


Ficha Técnica:

Thomas “PLEC” Johansson - Produção, gravação, mixagem, masterização 
Jan Rechberger - Gravação, vocais em “Needles and Kin”
Björn "Speed" Strid - Gravação dos vocais, produção dos vocais 
Valnoir - Arte da capa, layout, arte adicional 
Tobias Green - Emblema
Åsa-Hanna Carlsson - Violoncelo em “Arrival”, “Bleeder Despoiler”, “Full Moon Shoals”, “When the Universe Spoke”, “The Ageless Whisper” e “Needles and Kin” 
Taylor Nordberg - Backing vocals (exceto em “The Undying Eye”)
Dave Sheldon - Backing vocals em “You Aquiver”
Alissa White-Gluz - Backing vocals “Stålfågel”
Tomi Joutsen - Vocais em “Needles and Kin”


Contatos:

Site Oficial: https://www.soilwork.org/
Facebook: https://www.facebook.com/soilwork/
Instagram: https://www.instagram.com/soilwork/
Assessoria:
E-mail:

Texto: “Metal Mark” Garcia


Introdução: Quanto mais o tempo passa, a tendência é que uma banda de renome venha a cometer erros, e lançar um disco mais fraco em consequência de tudo que pode acontecer quando os músicos estão entre eles mesmos. As pressões externas e internas podem acabar destroçando uma banda, menos se estivermos falando do quinteto sueco SOILWORK, pois parece que a realidade serve de combustível para eles serem criativos. Por isso, “Verkligheten” (que é o termo sueco para “realidade”) já nasceu como um dos 10 melhores discos do ano. Aliás, pode se dizer que é um forte candidato a clássico, sem exageros. E ainda bem que a parceria entre a Shinigami Records e a Nuclear Blast Brasil tornou facilitou o acesso a tal obra.


Análise geral: É fato que o grupo vem mudando as regras do jogo dentro do que se convencionou chamar de Melodic Death Metal sueco. Sem perder as raízes nessa vertente específica, o grupo foi adicionando elementos de Groove, melodias que podem remeter mnemonicamente aos anos 60 e 70. Não é simples descrever o que eles fazem.

Em “Verkligheten”, existem momentos extremos intensos (como estão evidenciados em “Full Moon Shoals”), mas sempre com ótima técnica (os contrastes entre as linhas de teclados e guitarras chegam ao brilhantismo). E junto a isso, a entrada de Bastian Thusgaard na bateria parece ter trazido sangue e frescor novos ao trabalho da banda. E sem negar a natureza do que fazem atualmente, “Verkligheten” vem resgatar algumas coisas do passado.

Basicamente, não há como respirar direito durante a execução desse disco. Em uma analogia, parece uma pista em que se dirige em baixa velocidade porque só se sabe onde a curva leva após entrar nela, ou seja, “Verkligheten” é sinuoso, profundo e cheio de energia. É cativante, técnico, diversificado e deliciosamente envolvente. È um álbum que leva o ouvinte ao prazer, e como aquele “game” que quanto mais se joga, mais se descobre e se acostuma às dificuldades, quanto mais se ouve, mais se descobre de suas belezas.

Slipcase de “Verkligheten”
Arranjos/composições: Ao se falar do SOILWORK, é necessário ter em mente que o grupo é bem amorfo, que o que é pode deixar de ser em poucos momentos. Ou seja, impera uma diversidade de ritmos, preenchida com arranjos minimalistas e fortes.

Óbvio que os mais atentos perceberão que certa influência (especialmente nos momentos mais envolventes e nas ambientações) do THE NIGHT FLIGHT ORCHESTRA permeando o disco (o que não seria de estranhar por conta da presença de Björn “Speed” Strid e de David Andersson como compositores e músicos em ambos).

Além disso, é bom que se diga: apesar das canções não terem “buracos” (ou seja, partes em que se sente a ausência de arranjos, ou mesmo notas musicais que deveriam estar ali), o nível de inspiração transcende o que já haviam feito em “The Ride Majestic”.

Qualidade sonora: Trabalhando pela primeira vez com Thomas “PLEC” Johansson (o mesmo que já trabalhou com bandas como SCAR SYMMETRY, DYNAZTY, NUCLEAR ASSAULT, ONSLAUGHT, entre outros, e ele fez a produção, gravação, mixagem e masterização), sendo que “Speed” produziu a parte dos vocais. É desnecessário dizer que tudo ficou absolutamente perfeito, mesmo com o uso de timbres de guitarra modernos (sim, a definição de notas é bem clara) que tenderiam a embolar a sonoridade. 

Limpo, agressivo e melodioso nas proporções certas, “Verkligheten” ainda consegue soar com um toque de crueza, deixando as partes mais extremas soando muito bem. E isso sem um baixista fixo (David gravou as partes de baixo no disco).


Arte gráfica/capa: A capa é assinada pelo artista francês Valnoir (pseudônimo de Jean-Emmanuel Simoulin, que já fez artes para AMORPHIS, BEHEMOTH, PARADISE LOST, ALCEST, MORBID ANGEL e muitos outros), dando um toque expressionista interessante. Já o emblema do Slipcase (sim a versão nacional tem um) é de Tobias Green.


Destaques musicais: A melhor ideia nessa hora é dizer “eu desisto”, pois de tão apaixonante que “Verkligheten” é. E sem mencionar que a versão brazuca ainda tem de bônus o EP “Underworld”.

Mas por mero preciosismo, as melhores para as primeiras audições são:

“Arrival”: Muitas ambientações, indo do extremo (que é o lado mais presente na canção, especialmente pelos “blast beats” da bateria) ao suave e melancólico sem pudores ou dificuldades. E os vocais dão um show especial por usarem mudanças de tons (suave e gutural) inesperadas.

“Bleeder Despoiler”: o início grudento tem um Groove forte herdado do Hard Rock clássico, mas é mais uma canção com fortes traços do Melodic Death Metal original da banda, mas tem-se nela uma aula de interpretação dos vocais (e que show de baixo e bateria).

“Full Moon Shoals”: Aqui, o grupo já mostra mais ênfase de seu lado melodioso (embora existam partes extremas pontuais), sendo toda a estrutura melódica extremamente simples de ser assimilada. Os vocais guturais aparecem, mas em menor proporção, permitindo uma melhor evolução em termos de melodias (e como o contraste entre partes distorcidas agressivas e mais ternas das guitarras soa bem).

“The Nurturing Glance”: Imaginem mesclar uma pegada e jeito de Death Metal com harmonias de harmonias de Hard Rock anos 80. É isso que esta é essencialmente, e mais uma vez, uma canção que vai grudar nos ouvidos por dias, especialmente pelos arranjos de guitarras estarem ótimos.

“When the Universe Spoke”: pronto, a pancadaria desembestou de vez, com todo aquele jeito Melodic Death Metal sueco de raiz, quase que um “back to the roots” ao que fizeram nos tempos de “Natural Born Chaos”, sem perder de vista toda experiência adquirida desde então.

“Stålfågel”: E enfim, chegou o dia em que o Death Metal se encontrou com as melodias ganchudas do AOR/Pop típico dos anos 80. Sim é o que esta música mostra aos ouvintes. Simples, direta, andamento comportado e mais lento, é uma das canções mais acessíveis do disco, e que partes de teclados, refrão e solo de guitarra! Ah, nos backing vocals, a presença de Alissa White-Gluz (do ARCH ENEMY).

SOILWORK ao vivo.
“The Wolves are Back in Town”: novamente, o quinteto nos mostra um “blend” de momentos extremos pontuais (riffs e vocais guturais), sobre uma ótima estruturação harmônica, e mais uma vez, um refrão que não esquece mais depois da primeira ouvida.

“Witan”: A mesma estrutura musical de “Stålfågel”, apenas com mais presença de partes extremas de Death Metal puro e simples (inclusive com conduções brutas de baixo e bateria).

“The Ageless Whisper”: um típico Hard Rock cheio de melodias e glamour com vocais guturais (embora partes limpas estejam presentes também) e alguns toques mais agressivos nas guitarras. Poderia até dizer que estamos diante de um MOTLËY CRÜE ou DEF LEPPARD Death Metal.

“Needles and Kin”: guitarras tipicamente Death Metal sueco tecem ótimas melodias, com a base rítmica alternando entre partes velozes extremas e outras mais amenas. O toque especial se dá pela presença dos vocais de Tomi Joutsen (do AMORPHIS) contrastando com os de “Speed”.

“You Aquiver”: uma introdução quase que de Post Punk abre a canção. A criatividade é alta, especialmente porque os riffs de guitarras acertaram estão ótimos. É uma canção que poderia estar em discos de bandas de Hard Rock dos anos 70 sem medo (há partes em que influências como de BLUE ÖYSTER CULT são sensíveis).

Aqui, se encerram as faixas de “Verkligheten” (cuja faixa título só não foi citada por ser uma introdução instrumental). Começa as canções do EP “Underworld”, que aparentemente são mais agressivas e diretas (embora do jeito do SOILWORK, ou seja, existem melodias e vocais limpos).

“Summerburned and Winterblown”: uma pegada 80% extrema permeia a canção, com uma velocidade que remete ao Death Metal sueco tradicional, embora algumas partes voltadas ao Melodic Death Metal do quinteto surjam aqui e ali. Belo trabalho da bateria, especialmente nos bumbos.

“In this Master’s Tale”: duetos á lá IRON MAIDEN começam a canção, mas logo a essência melódica rascante do grupo aparece. Pode-se, inclusive, aferir que seria uma canção bem “old school” do grupo.

“The Undying Eye”: simples, direta e forte, os “blast beats” se fazem presente, embora algumas partes de guitarra e de teclados criem uma linha melódica quase que Hard anos 70.

“Needles and Kin”: basicamente, pouca coisa muda em relação à anterior, mas o que lhe dá valor é que esta tem apenas “Speed” nos vocais.

Ou seja, não há momentos fracos. “Verkligheten” nasceu um disco que se ouve de ponta a ponta sem medo.


Conclusão: O SOILWORK é daquelas bandas que vão crescendo e melhorando conforme o tempo vai passando. E pelo que é apresentado em “Verkligheten”, eles ainda irão longe, e possivelmente, popularizar o gênero e alcançar públicos maiores.

Nota: +100%


“Full Moon Shoals”: http://bit.ly/2VoHD90



“Stålfågel”:  http://bit.ly/2Eqh9gp



“Witan”: http://bit.ly/2Nz6q7y




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