Ano: 2018
Tipo: Full Length
Selo: Heavy Metal Rock Records
Nacional
Tracklist:
1. When the
Time for My Last Breath Comes
2. Suffocating
Grayish Darkness
3. There is No
End
4. Between Two
Dimensions
5. Looking at
the Black Mirror
6. The Bitter
Taste of Illusion
7. Explicit Way
to Relieve Pain
8. Erased
Directed Mindsets
Banda:
Douglas
Martins - Vocais, todos os instrumentos
Ficha Técnica:
Contatos:
Assessoria: http://www.metalmedia.com.br/deepmemories
(Metal Media)
E-mail: deepmemoriesbrazil@gmail.com
Texto: “Metal Mark” Garcia
Muitas vezes, é preciso ousar e fugir do ponto
comum para ser notado no mundo do Metal dos últimos anos. E é assim que tem
sido mais e mais nos tempos atuais, onde a ousadia tem sido deixada de lado em
prol da clonagem pura e simples. Mas ainda existem nomes dispostos a não
ficarem presos em velhas fórmulas, e um deles é o da “one man band” DEEP MEMORIES, de Americana (lendária
cidade de SP, com longa tradição no Metal brasileiro), que nos chega por meio
de “Rebuilding the Future”, seu
primeiro álbum (lançando no formato físico pela Heavy Metal Rock Records).
O trabalho do grupo não é simples de ser rotulado
acuradamente, mas podemos dizer que é uma forma de Avant-Garde Metal, uma
combinação de gêneros mais agressivos do Metal (em especial Death Metal e Black
Metal) com nuances de Doom Gothic e Doom Metal. É algo complexo, experimental e
mesmo melancólico, mas agressivo e requintado ao mesmo tempo, rico em arranjos
e mudanças de ritmos. Além disso, variações de timbres vocais e uso de partes
de teclados soturnas dão uma aclimatação sombria às canções. Basicamente, sendo
o mais simplista possível, seria o encontro de influências vindas de ROTTING CHRIST, “old” MY DYING BRIDE, ARCTURUS,
“old” THE GATHERING e CRADLE OF
FILTH, e isso sem levar em conta a personalidade musical que permeia esse
disco.
Ou seja, “Rebuilding
the Future” é um discão!
A produção buscou associar todos os elementos
musicais, mas mantendo uma sonoridade que possuísse certa crueza essencial. E
podemos dizer que o objetivo foi alcançado, pois se entende tudo que é tocado
sem dificuldades, mas ao mesmo tempo, a timbragem contribui bastante para que
melodia e agressividade soem claras aos nossos sentidos.
Musicalmente, o trabalho do DEEP MEMORIES foi amadurecido por anos, basicamente desde 2005
(quando Douglas Martins deixou o DESDOMINOUS). Por isso o disco tem um
toque “noir”, mas mantendo uma roupagem atual. Arranjos bem feitos, guitarras,
baixo e bateria mantendo peso, vocais alternando entre timbres agressivos e
limpos, e tudo isso misturado de forma homogênea, de maneira que cada audição
nos dê uma impressão nova sobre o disco.
Triste e densa é “When
the Time for My Last Breath Comes”, recheada por teclados providenciais e
riffs hipnóticos (e reparem na multiplicidade de tons vocais), seguida de “Suffocating
Grayish Darkness” onde os elementos são os mesmos (embora as guitarras se
destaquem mais pelos riffs sinuosos e solos melódicos). A linha melódica
levemente ríspida de “There is No End” nos lembra do início do Melodic
Black Metal nos anos 90, com aquela combinação de uma base rítmica pesada e
bons teclados (e como baio e bateria estão bem nesta canção). Belas guitarras
limpas introduzem “Between Two Dimensions”, que se transforma em uma mistura
de partes agressivas recheadas por melodias melancólicas, novamente com
guitarras ótimas e privilegiando mais os timbres rasgados de voz, assim como
ocorre em “Looking at the Black Mirror” (que possui alguns momentos de
ritmos quebrados e outros mais climáticos). Com guitarras mais evidenciadas, “The
Bitter Taste of Illusion” mostra uma forte aura Doom Death Metal anos 90, com
vocais guturais bem postados. Ainda com a mesma essência dos anos 90, temos “Explicit
Way to Relieve Pain”, que nos leva diretamente à fusão do Black Metal grego
com os tempos e peso do Doom Death Metal inglês, ou seja, uma música com uma
ambientação fúnebre bem trabalhada, com belas incursões de solos e teclados. E
fechando, “Erased Directed Mindsets”, uma instrumental onde o foco é mesmo os teclados e
pianos, dando aquela clara e fúnebre ideia de encerramento.
Basicamente, o DEEP MEMORIES
vem para somar e mostrar sua competência no meio. E “Rebuilding the Future” é
um disco que nos mostra que podems esperar muito dessa “one man band”.
E o disco pode ser ouvido
nas plataformas digitais também.
Google:
https://goo.gl/QmgjtW
Nota: 87%